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Habitação Multifamiliar

Habitação Multifamiliar

Projetar um edifício de Habitação Multifamiliar é sempre uma oportunidade de aplicar novos conceitos de habitar. Os nossos arquitetos foram contactados para desenvolver um projeto de habitação multifamiliar inovador e que rentabilizasse o terreno existente com o máximo de eficácia, Ao mesmo tempo, pretendia-se proporcionar conforto e qualidade de vida para todos os que pretendem arrendamento de longa duração. A localização era o centro histórico de Matosinhos e o lote estava enquadrado na Rua Roberto Ivens.

 

Os novos conceitos na Habitação Multifamiliar

Na habitação multifamiliar é importante precaver os imóveis para o arrendamento a jovens ou idosos que possam solicitar a partilha de espaços comuns. Ao mesmo tempo a flexibilidade do arrendamento a vários tipos de inquilinos é também importante para o investidor na medida em que garante agilidade em cenários económicos adversos.

 

Desenhar um Prédio para Arrendamento

O arrendamento de longa duração pode ser um excelente negócio para o proprietário como para o inquilino. E este edifício foi pensado com essa opção. Para tal, foi necessário desenvolver tipologias reduzidas em que o conforto térmico fosse uma prioridade. Do mesmo modo a eficácia térmica máxima permite baixos custos energético. Se juntarmos acabamentos que proporcionem baixa manutenção então teremos as condições ideais para satisfazer inquilinos e proprietários.

Os serviços partilhados

As novas tendências do mercado da habitação devem sempre ser analisadas e incorporadas por todos os arquitetos, engenheiros e investidores. Nesse sentido, também neste edifício adoptamos novos conceitos. Assim, a introdução de um escritório comum com vista para o logradouro é também um espaço onde se pode incorporar a nova filosofia de co-housing ou co-living. Todos os espaços comuns podem incorporar funções ou ser alugados independentemente. Aqui a flexibilidade é o aspeto mais importante e que o arquiteto pode salvaguardar para o proprietário do imovel.

 

A organização do Edifício de Habitação Multifamiliar

No piso 0, ou piso do rés do chão foi colocado o estacionamento e um espaço de utilização comum voltado para o jardim. Lateralmente a entrada no edifício permite dar acesso aos fogos. Os apartamentos são do tipo T1 e distribuem-se por cada um dos dois pisos superiores. Em cada apartamento existe uma cozinha do tipo “kitchnette” aberta para a sala de estar e jantar.
Os quartos possuem roupeiro embutido têm acesso junto à casa de banho do apartamento.
O espaço comum das escadas foi dimensionado para a máxima economia de espaço. Ao mesmo tempo a acessibilidade a pessoas de mobilidade condicionada foi tida em conta, fazendo com que a incorporação de uma plataforma elevatória seja um processo simples de adotar.

 

A estética da arquitetura moderna contemporânea

Neste edifício de habitação procuramos um diálogo subtil com a envolvente histórica. Por um lado era importante recuperar a ideia tradicional da casa e por isso desenhamos os interiores em piso de madeira e cobertura inclinada no último piso. Por outro lado, consideramos fundamental introduzir várias assimetrias na fachada, gerando um dinamismo formal que tenta dialogar com as construções vizinhas. A autenticidade da habitação é um valor importante. Deste modo, dialogando com o passado que o rodeia e envolve, este edifício tem orgulhosamente a estética da arquitetura moderna do século XXI.

 

Casa Minimalista

Casa Minimalista

Os serviços dos arquitetos da Utopia foram contratados para desenhar uma habitação minimal. A casa minimalista situa-se num pequeno terreno do centro da cidade de Matosinhos, na rua de S. Salvador entre um prédio de apartamentos e um edifício de dois pisos. O projeto de arquitetura desta moradia minimal faz a transição entre os dois edifícios.

 

O minimalismo e os arquitetos

Eugénio de Andrade dizia que só a palavra exata servia o poeta. No fundo, também é assim para a arquitetura desde sempre. No século passado Mies Van Der Rohe dizia que menos é mais. Ora o minimalismo é assim a opção de tornar apenas visível o essencial e apagar tudo o que é acessório. Trata-se de dar mais valor aquilo que tem mais importância e menos ao acessório.

 

Menos é mais

Se o minimalismo é destacar o essencial, é importante descrever os aspetos fundamentais da casa. Neste caso o tema essencial do projeto de arquitetura é o respeito pela envolvente, a eficiência energética do edifício, a funcionalidade dos espaços, a facilidade na da manutenção do imóvel o prazer de desfrutar de uma iluminação natural abundante, os espaços exteriores são os necessários, a simplicidade é a opção estética.

 

A Casa Minimal

A casa possui a entrada para a rua ao nível do rés do chão. Do vestíbulo conseguimos aceder diretamente à casa e banho de serviço e à sala com a zona de estar e jantar. Do mesmo hall é possível aceder ao jardim, à cozinha e à escada para os pisos superiores.
A cozinha e a sala são voltadas para o jardim, que possui uma dimensão mínima, mas ideal para uma casa no centro histórico.
A escada é ampla e permite-nos desfrutar do jardim e da luz enquanto subimos. No primeiro piso o corredor é virado a norte e dá acesso aos três quartos virados para o jardim a sul. Um quarto tem casa de banho privativa e os restantes quartos casa de banho comum.
No segundo piso está um estúdio que permite, ler estudar ou trabalhar. Possui acesso ao pátio e terraço da lavandaria. O estúdio é encerrável com painéis acústicos garantindo a privacidade sempre que necessário. Este estúdio possui terraço privativo que comunica com a lavandaria.
As janelas e portas possuem a altura de todo o pé direito, garantindo a simplicidade estética que o minimalismo confere. As janelas para a rua são estreitas
Mais do que reduzir elementos, a habitação minimalista realça a beleza do imprescindível. No fundo, mais do que subtrair, trata-se de sintetizar.

Casa Passiva

Casa Passiva

Os nossos arquitetos foram contratados para desenhar uma casa passiva de acordo com os desenvolvimentos científicos mais recentes e as práticas de projeto mais avançadas. O terreno é urbano e localiza-se na Rua Roberto Ivens em Matosinhos. O projeto de arquitetura foi construído de início a fim com o objetivo de sustentabilidade e baixo consumo energético.

 

O conceito de arquitetura passiva

 

A ideia de casa passiva tem como base o consumo mínimo de energia mantendo o elevado padrão de conforto. No fundo, uma casa passiva é uma casa termicamente confortável sem recorrer a elevado consumo de energia. Por um lado, a casa tem de ser termicamente eficiente, isto é, não perde energia. Por outro lado, a habitação tem de incluir mecanismos eficientes na captação de calor ou frio sem recurso a consumos de energia externos a própria casa.

 

A climatização passiva da casa

Os mecanismos de climatização passiva são todos aqueles que utilizam os recursos próprios do lugar para garantir conforto aos utilizadores da casa. Nesta moradia fizemos uso de:

  • Painéis solares para aquecimento de águas sanitárias. Os painéis permitem a utilização da radiação solar para aquecer um depósito de águas sem consumos de energia elétrica ou gás.
  • Painéis fotovoltaicos que conjugados com a utilização de baterias para armazenamento de energia elétrica permitem a transformação da energia solar em energia elétrica. Esta energia elétrica permite alimentar a climatização da casa através de bomba de calor com piso radiante, a iluminação e os eletrodomésticos existentes.
  • Calculo de Localização das janelas que permite a obtenção de radiação solar no Inverno e o sombreamento no Verão, garantindo uma climatização gratuita.
  • Coluna de ar ascendente, que permite acumular ar quente no inverno e renovar o ar através de ar frio no verão. Para tal, foi necessário pensar no percurso do ar entre o piso de cave, rés-do-chão e primeiro piso.
  • Introdução de Pátio interior, permitindo uma iluminação eficiente e o aproveitamento do efeito de estufa no inverno.
  • Sombreamento exterior através de telas de rolo e registos de ventilação nas janelas permitem um arrefecimento eficiente adicional no verão sem recurso a energia elétrica.
  • Ventilação transversal dos espaços é uma estratégia que assenta na criação de janelas em fachadas opostas permitindo fluxo de ar entre as diferentes diferenças de pressão e assim arrefecer a casa no Verão.

 

A eficiência energética da casa

O aquecimento passivo bem como o arrefecimento passivo só são possíveis se a casa for energeticamente eficiente. Para tal foi necessário um isolamento térmico que ronda os 10cm mesmo num clima temperado. Foi importante não permitir nenhuma ponte térmica e assegurar que mesmo a estrutura possui isolamento térmico. Ao mesmo tempo as janelas com corte térmico tinham de possuir um desempenho elevado acima de classe 3 ( quanto à permeabilidade do ar), bem como vidros duplos incolores de baixa emissividade.
O excesso de energia solar dos painéis solares térmicos é enviado para a piscina.
A sustentabilidade energética é encarada a todos os níveis, mesmo para a comunidade onde se insere esta vivenda. Deste modo, a própria drenagem das pluviais é aproveitada para depósito, garantindo o seu uso posterior para rega do jardim ou abastecimento da piscina.

 

O projeto da casa passiva

O projeto de arquitetura de uma casa passiva é desenhado sempre em ligação com as estratégias de climatização passiva e poupança de energia. A arquitetura nasce em harmonia com a engenharia e a sustentabilidade.
Na fachada para a rua desta vivenda passiva encontra-se a rampa de garagem aberta, permitindo iluminar as casas de banho, a cave e a lavandaria. Pela porta de entrada acedemos ao vestíbulo que liga a casa de banho de serviço, o escritório a sala de estar e jantar e a cozinha em “open space”. Deste piso podemos descer por escada para a cave com garagem e despensa, ou subir para o piso dos quartos. Ainda neste piso recebemos a luz zenital proveniente do pátio interior. No piso superior encontramos um quarto com casa de banho privativa, quarto de vestir e pátio interior. Ainda no piso dos quartos encontramos uma casa de banho comum e dois quartos para crianças.
A cobertura inclinada aumenta o pé-direito do último piso e permite a instalação de painéis solares e a recolha e aproveitamento das águas pluviais.
Um lanternim oferece luz zenital desde o pátio a toda a sala e cozinha. Destes dois espaços acede-se diretamente ao jardim e piscina.

 

O arquiteto e a casa passiva

É a arquiteta ou o arquiteto que tem o papel mais importante na elaboração de um projeto de vivenda passiva. No fundo tudo o que é passivo nasce precisamente da arquitetura e das suas soluções formais. A forma das janelas, a sua localização, a ligação entre espaços, a constituição de paredes e a integração dos equipamentos nos espaços.
Nesta casa passiva a arquitetura surge natural, com soluções contemporâneas e minimalistas, deixando a luz entrar criteriosamente em todos os espaços. No futuro, todas as casas serão assim, amigas do ambiente e energeticamente sustentáveis. Desde o jardim apreciamos as plantas e lembramo-nos todos da realidade: estamos apenas de passagem neste planeta.

 

Habitação no Centro Histórico

Habitação no Centro Histórico

Os nossos arquitectos foram contactados para desenhar o projecto de arquitectura e as especialidades de engenharia de um edifício na Rua de Trás, no Porto, em pleno centro histórico. O desafio era reconstruir um prédio de habitação mantendo a traça arquitectónica tradicional na cidade e equipando-o com o mais moderno conforto.

O Centro Histórico do Porto

O Porto transformou-se profundamente nos últimos anos. Os investimentos imobiliários renovaram a cidade e as populações locais passaram a conviver com atividades como o Turismo ou a Restauração. Cabe aos arquitetos saber transformar esta oportunidade num momento de salvaguarda do património arquitectónico e cultural da cidade. A habitação é no fundo o motor da cidade e deve ser valorizada como tal. Foi precisamente isto que pretendemos nesta reabilitação.

A Reabilitação do Habitação no Centro Histórico

A reabilitação da Habitação tradicional pode ser apenas um trabalho de fachada, ou todo um processo construtivo. Foi esta segunda opção que tomamos. Consideramos que o património consrutivo do Porto é passível de ser utilizado nos dias de hoje com os padrões de conforto que necessitamos.

Uma arquitectura sustentável e amiga do ambiente

A Reconstrução com materiais tradicionais é a opção mais sustentável. Em primeiro lugar a reutilização ou reciclagem de materiais é o processo energeticamente mais eficiente. Neste projecto foram reutilizadas as alvenarias de granito e as estruturas e elementos de madeira.

A Habitação Colectiva no Centro Histórico

O centro do Porto tem tipologias de habitação colectiva próprias que resolvemos reutilizar e valorizar. No fundo, colocamos um elevador na caixa de escadas e permitimos que tosos os apartamentos desfrutassem de cozinhas contemporâneas e quartos de banho com o máximo de conforto. Foi também aumentado o isolamento térmico e acústico. Este foi o trabalho dos nossos arquitectos.
No fundo, proteger o património do centro histórico é acima de tudo utilizá-lo.

Casa Loft

Casa Loft

Na Rua Guerra Junqueiro, zona nobre do Porto, os arquitetos da Utopia foram contactados para reconverter um armazém industrial do século XIX que tinha precisamente o potencial para se tornar numa casa com as características de um Loft.

 

O conceito de Loft

O conceito de loft traduz assim a ideia de um espaço de origem industrial que é ocupado enquanto habitação sem a utilização exagerada de divisórias. Consegue-se perceber assim a dimensão máxima do volume da edificação e são comummente utilizados recursos como o mezanino( espaço num piso superior com vista ampla sobre o piso inferior. O pé-direito duplo ou os acabamentos de tipo industrial como o betão à vista ou a pedra de granito pintada são assim comuns. As estruturas metálicas são também utilizadas comummente.

 

A casa Loft no Porto

Na Rua Guerra Junqueiro, zona nobre do Porto, os arquitetos da Utopia foram contactados para reconverter um armazém industrial do século XIX que tinha precisamente o potencial para se tornar num Loft.

 

O Projecto de arquitectura do loft

Uma vez que o lote era muito estreito e comprido tivemos que fazer uso criterioso da iluminação da cobertura de modo a inundarmos de luz todos os espaços. As aberturas na cobertura vão assim perimir a existência de vários pátios que iluminam os espaços sucessivamente. Três pátios de dimensões diferentes permitem que a luz e a natureza percorra o loft.
Um pátio localiza-se no piso 1 e funciona como terraço para este piso. Os outros dois são ajardinados. O maior pátio central ilumina a sala e a cozinha. O mais pequeno ilumina o escritório e lavandaria.

No piso 0 temos a garagem à entrada e lateralmente o corredor de acesso à sala e cozinha. O escritório e a lavandaria encontram-se na zona mais profunda do lote. Existe um mezanino sobre a sala, local de brincadeira das crianças. No piso superior com acesso por escada localizam-se os quartos. O quarto principal tem acesso ao terraço e os quartos das crianças têm janelas para a rua. Os quartos das crianças possuem um mezanino que permite separar a cama da zona de estudo.
Todos os quartos têm casa de banho privativa e uma casa de banho de serviço serve o corredor do piso 0.

 

A reabilitação do armazém industrial

Toda a estrutura foi mantida e restaurada cuidadosamente. Os contrafortes das paredes são mantidos e coloca-se armários entre estes. O piso inferior recebe um pavimento em betão armado que recupera o espírito do local. No piso superior o pavimento em madeira é substituído. Os pátios aproveitam todos os vãos da cobertura existente. as divisórias são reduzidas ao mínimo.

 

Os arquitectos e o loft

Desenhar um loft é para os arquitetos uma oportunidade de aplicar conceitos de habitação mais sofisticados e inovadores. Permite-nos diferenciar os espaços através da luz e escadas e não através de paredes e portas. A vivência que obtemos é também aquela que desejamos para uma família contemporânea. A cozinha não é um local isolado, mas integrado com a vida familiar. O mesmo sucede com o mezanino das brincadeiras e a sala, podendo o primeiro estar presente na sala mas ao mesmo tempo independente. Do mesmo modo a ligação entre a sala de jantar e a sala de estar é feita por um pátio que atua como jardim de inverno. Todas as funções na casa são sugeridas e dinâmicas. Todos os espaços se relacionam entre si e permitem usos diversificados. Deste modo, podemos dizer que o papel do arquiteto é precisamente este de inovar no modo em como vivemos os espaços, fortalecendo ao máximo as interações familiares.
Nesse sentido, a fluidez espacial de um loft é o segredo que permite estas novas formas de habitar o espaço.

Reabilitação de Edifício

Reabilitação de Edifício

A Escolha dos Arquitectos

O antigo Edifício da Junta de Freguesia de Cedofeita no Porto passou a ser administrado pelo Ministério da Administração Interna ( M.A.I.). Esta mesma entidade lançou um concurso público para reabilitação do Edifício tendo nele participado vários ateliers de arquitectura e engenharia. O gabinete Utopia teve a melhor proposta e foi contratado para assim elaborar o projecto de recuperação deste imóvel público.

 

O Edifício Antigo

O antigo edifício foi projectado pelo arquitecto Julio de Brito, autor de edifícios como o Coliseu do Porto e o Teatro Tivoli também na mesma cidade. O edifício resulta de uma arquitectura eclética que conjugava a tradição clássica com a arquitectura moderna. O prédio antigo encontrava-se assim em avançado estado de degradação e necessitava de correcção de patologias graves de natureza estrutural, assim como da substituição de todas as infraestruturas e acabamentos. A degradação era considerável e a intervenção tinha carácter urgente.

 

A Reabilitação

O projecto dos arquitectos da Utopia procura manter toda a concepção arquitectónica do Edifício dos anos 30 do século passado, e adaptá-lo às necessidades contemporâneas. No fundo tratou-se de um trabalho de restauro minucioso e análise técnica cuidada de modo a permitir o uso do imóvel nos tempos actuais. As novas infraestruturas são colocadas em calhas técnicas devidamente integradas na traça do imóvel. Consegue-se assim um equilíbrio entre o novo e o antigo. Ao mesmo tempo, o rigor histórico é respeitado.

 

O Projecto de arquitectura

A reabilitação foi concebida de modo a proporcionar um uso flexível. Actualmente o edifício possui a capacidade de albergar a esquadra de polícia de Cedofeita, possuindo balneários na zona inferior, os serviços públicos no rés do chão e a zona administrativa no piso superior. No logradouro foi colocado estacionamento e zonas técnicas. O imóvel está também preparado para outros usos futuros. O edifício tem neste momento funções operacionais, mas sem custos poderá ser adaptado para funções administrativas. A arquitectura quando tem qualidade pode assim albergar usos múltiplos. Garantir a utilidade presente é a melhor homenagem que podemos fazer ao património histórico.

Casa Bioclimática

Casa Bioclimática

Foi-nos solicitado o desenho de uma habitação que incorporasse os conceitos da arquitetura bioclimática num contexto rural em Carregal do Sal. Esta casa deveria assim tirar partido das condições climáticas em que se insere de modo a minimizar o consumo de energia e reduzir o impacto no meio ambiente. O trabalho dos arquitetos foi precisamente esse. Tirar partido da natureza em todos os seus sentidos.

 

A Casa na Natureza

Por fora, desenhamos uma casa que se assemelha a um corpo que se estende sobre uma pequena clareira rodeado de árvores. Um corpo que levita sobre o solo. As suas janelas são francas e permitem desfrutar da paisagem e da luz em conforto. A casa tem três pontos de entrada que acedem a caminhos exteriores sobre o prado. Alpendres para a cozinha, sala e quartos permitem desfrutar da Natureza envolvente. As árvores já lá estavam e a casa abraça-as e adapta-se a elas. Com este projeto, a arquitetura torna-se assim natural e a natureza passa a incorporar o desenho.

 

Arquitetura e Engenharia de uma Casa Bioclimática

Tal como toda a poesia tem sintaxe e léxico, também a arquitetura tem a engenharia. As duas são uma só. Ora, esta obra assim o demonstra. Uma casa bioclimatica precisa de uma síntese perfeita entre arquitetura e engenharia. Quando desenhamos uma janela desenhamos um sistema de aquecimento, uma lâmpada e um quadro ao mesmo tempo. Deste modo, quando contornamos uma árvore, salvamos uma espécie mas também encontramos sombra e o consequente arrefecimento. Tudo é interdependente numa casa bioclimática.

 

Construção Sustentável de uma Casa Bioclimática

A arquitetura da casa seguiu escrupulosamente os princípios de desenho bioclimático, inovando inclusivamente com novas soluções de desenho para trabalhos futuros:

  • Em primeiro lugar há que salientar que a implantação da casa salvaguarda as mais importantes árvores existentes. Ao mesmo tempo reduz-se ao mínimo a movimentação de terras no jardim exterior.
  • A casa assenta numa nova massa térmica independente do terreno existente, garantindo a conservação da energia por mais tempo e reduzindo amplitudes térmicas.
  • A cortiça de 8cm 10cm e 12 cm de espessura foi o material escolhido para isolar termicamente todo o perímetro da casa.
  • A cobertura de zinco permite acima de tudo recolher a água da chuva em perfeitas condições. Isto significa que se pode manter putável ou então reutilizável. Deste modo, no caso da rega ou da limpeza a água é armazenada num reservatório.
  • Os vãos abrangem toda a altura do piso, isto é, vão do chão ao teto. Isto permite criar diferenças de pressão que favorecem a renovação de ar de modo perfeito sem recurso a equipamentos elétricos.
  • O interior tem um só piso com pé direito mínimo reduzindo o volume por área e a consequente necessidade de iluminação e climatização.

 

Um edifício Solar Passivo

Estamos em presença de um edifício solar passivo.  No fundo esta casa consegue funcionar de modo autónomo sem consumos energéticos para climatização:

  • A geometria exterior recortada permite aumentar exponencialmente o sombreamento, processo conhecido da biologia que aqui se aplica à arquitectura de modo totalmente inovador.
  • A cor da casa é propositadamente verde. O verde é no fundo a reflexão deste comprimento de onda e a absorção dos restantes. Ora é precisamente no verão que a luz é mais refletida e no Inverno mais absorvida. Também aqui os aquitetos mimetizaram o comportamento das plantas.
  • Os vãos mais abertos encontram-se voltados a sul e devidamente protegidos por alpendres. Os alpendres garantem entrada da radiação solar no Inverno e impedem-na no Verão.
  • O facto dos vãos começarem à altura do chão e terminarem no tecto permitem o arrefecimento passivo através de uma coluna de ar ascendente que permite expulsar o ar quente acumulado junto ao tecto no verão.

 

A casa bioclimática otimizada

A redução de custos de construção é sinónimo de redução de custos ambientais.  A otimização da casa é sempre ecológica na exacta medida em que os recursos são poupados. A planta é assim simples e eficiente. Uma entrada a nascente dá acesso à garagem automóvel. Uma porta a norte permite acesso de visitas aos espaços públicos da casa. Uma rampa de serviço dá acesso ao alpendre da cozinha e lavandaria. Algumas das estratégias utilizadas incluíram:

  • Os armários são colocados junto à fachada de modo a aumentar o isolamento exterior.
  • Redução das paredes ao mínimo indispensável. Priveligia-se as soluções em espaço aberto (“open space”).
  • Só a garagem, lavandaria, quartos e casas de banho possuem portas.  Todos os restantes espaços são fluidos e interconectados: sala de estar e jantar, cozinha, corredor e hall de entrada.
  • Todos os espaços de corredor são aproveitados para colocação de armários na fachada.

 

Os arquitetos e a casa bioclimática

Para os arquitetos desenhar uma casa bioclimática é a oportunidade de retomar uma longa tradição histórica apenas interrompida muito recentemente. Na realidade a História da Arquitetura está recheada de exemplos em que o edifício atua de acordo com o clima otimizando os recursos disponíveis e consumindo o mínimo de energia. Contudo, a recente transformação dos processos construtivos aliada a preços baixos da energia permitiu soluções erradas e gastos de energia absurdos. Urge assim retomar a tradição de eficiência. Para o efeito é preciso compatibilizar as atuais exigências de conforto com os processos construtivos contemporâneos e as melhores praticas ambientais.

Adega no Douro

Adega no Douro

A Arquitectura da Adega no Douro

Os nossos arquitectos foram contratados para desenhar a reabilitação e ampliação com construção nova de uma Adega no Douro, mais propriamente em S. João da Pesqueira. Assim, a intervenção apresenta duas vertentes. Por um lado pretende-se reorganizar a adega existente. Por outro pretende-se ampliar todos os aspectos da produção e exploração. A estratégia assentou assim na criação de uma linguagem arquitectónica de conjunto que permite associar a marca Quevedo a um edifício único e emblemático.

O edifício procura recuperar a tradição construtiva do Douro de naves longitudinais que cresceram ao longo do tempo em redor de pátios agrícolas. Deste modo o conjunto edificado consiste numa sequência de volumes de maior ou menor dimensão que geram a percepção de um pequeno aldeamento no Douro. O projecto de arquitectura consegue portanto transformar um edifício de enorme escala num conjuntos de construções devidamente integradas na envolvente.

 

O uso Agro-Industrial

Um edifício agrícola como uma adega possui nos dias de hoje uma forte componente industrial. Neste sentido, torna-se muito importante que o gabinete de arquitectura domine as mais recentes tecnologias de vinificação, depósito de vinhos, engarrafamento, embalamento, logística  e por fim até a actividade turística.

O edifício no piso de rés do chão possui a linha de produção que começa na vinificação, ao seu lado tem os depósitos e de seguida possui o engarrafamento e embalamento, reduzindo-se desta forma todos os cruzamentos prejudiciais à actividade agro industrial. Na zona norte encontram-se os espaços de reunião e provas que acolhem a actividade turística. Nas caves encontram-se os depósitos de vinhos mais antigos e as provas de vinhos ligadas à actividade turística. Existe ainda um percurso em mezzanino sobre toda a actividade industrial onde o turista pode observar todo o processo de produção sem interferir com a segurança e produtividade das instalações.

Os componentes fundamentais da adega foram cuidados ao pormenor:

-Vinificação

Optamos por uma nave que permita máxima flexibilidade e incorporação de tecnologia recente.

-Depósitos

Desenvolvemos o máximo de controlo térmico e de eficiência energética garantindo excelente qualidade para o vinho.

-Engarrafamento

Criamos uma linha em formato ‘U’ garantindo o mínimo de mão de obra e o máximo de eficiência.

-Embalamento

Desenvolvemos um espaçamento de paletes e corredores optimizado de modo a aumentarmos a capacidade de armazenamento.

-Turismo

A actividade turística desenvolve-se em paralelo com a industrial. Mas progride sem interferir com os processos de transformação ou transporte de produtos.

 

Escritório Xing Porto

A Arquitectura

O papel do arquitecto no desenho do projecto de arquitectura de um escritório para uma empresa de tecnologias de informação (IT company) é absolutamente determinante para a criação de um espaço que promova a criatividade a par com a produtividade. No projecto Xing Porto tivemos a oportunidade de desenvolver um trabalho que resulta de um intercâmbio de ideias profundo entre os projectistas e o cliente.
Localizado num antigo armazém de Matosinhos, procuramos desafiar quem usa os espaços, promover a criatividade, apoiar a produtividade, fomentar a flexibilidade, gerar conforto térmico ou acústico e apoiar a sustentabilidade ambiental. As empresas extraordinárias precisam de projectos arrojados que questionam estereótipos e se focam em fornecer o melhor espaço para trabalhar.

 

Criatividade

As paredes são todas percorridas com zonas para escrita. As infraestruturas fundamentais são visíveis. Gostamos de mostrar que o espaço de trabalho contemporâneo é um projeto em aberto onde cada colaborador pode contribuir. Criamos arquitetura para pessoas, não para revistas.

 

Produtividade

As premissas eram as de fazer um espaço que fosse capaz de incorporar em perfeito conforto 130 colaboradores. Foi necessário equipar uma recepção a visitantes com jogos, baloiço, casas de banho e acesso a cozinha, sala de reunião, sala de conferências e zona de servidor e segurança. A zona restante é de acesso condicionado e incorpora estações de trabalho em grupo, salas de reunião fechadas, cabines de vídeo conferência, zonas de reunião informal, e zonas de descanso nas coberturas. No logradouro surge também um espaço de recreio e descanso.

 

Flexibilidade

Tudo é pensado para ser adaptado. Os grupos de trabalho podem ser dois, quatro ou oito. O mobiliário como sofás ou mesas pode ser transportado com configurações distintas. A sala de conferências pode também ser sala de refeições. A zona de chá tanto funciona fechada como aberta. Nos espaços fechados podemos conversar ou trabalhar, reunir ou reflectir. Os corredores são também espaço de encontro para partilha de ideias. A arquitectura é moldável, é no fundo um suporte para usos flexíveis.

 

Eficiência Acústica

O conforto acústico é um compromisso que tomamos bem a sério. Através de soluções técnicas específicas reduzimos o ruído aéreo e de percussão ao mínimo, permitindo o conforto das equipas em open-space e o silêncio absoluto nas zonas de reunião.

 

Conforto térmico

Dimensionamos os equipamentos de climatização para reduzir o fluxo de ar ao mínimo e climatizar confortavelmente um volume de aproximadamente 10 000 m3 de ar.

 

Sustentabilidade

Temos um compromisso com a sustentabilidade. procuramos aumentar ao máximo a iluminação natural colocando os painéis acústicos de modo compatibilizado com as aberturas da cobertura, permitindo largas horas de poupança com o uso da iluminação natural a par com iluminação local na zona de trabalho.

 

Desafio

Acreditamos na importância de desafiar tudo e todos. Manter a curiosidade da infância a par com a responsabilidade e autonomia do colaborador é um desafio que gostamos de promover. Aproveitamos todas as coberturas dos espaços de reunião e videoconferência para oferecer espaços onde a liberdade é total para nos afastarmos do trabalho: dormir, descansar, ler, pensar.

 

Diversidade

Acreditamos na importância de dotar espaços com a possibilidade de incluir a diversidade de comportamentos e personalidades. Procuramos incluir tanto espaços abertos como zonas fechadas, gerar tanto locais luminosos como locais escuros, vistas de cima para baixo ou de baixo para cima, etc… No fundo, é a garantia que podemos incluir gerações distintas e perspetivas de vida diferentes, personalidades expansivas, recatadas, desportivas ou relaxadas, enfim, toda a diversidade que nos faz melhores.

Casa Luminosa

A envolvente da Casa Luminosa

Localizada na zona do Porto, foi encomendado aos nossos arquitectos a alteração de um alvará de loteamento e o projecto de uma habitação nova devidamente adaptada ao contexto urbano e ao programa específico do cliente.

O projeto de arquitetura da Casa Luminosa

O projeto de arquitectura da casa assenta no conceito de edificação em meios pisos. Esta estratégia arrojada dos arquitetos permitiu várias vantagens:

  • Adaptar o edifício ao terreno natural
  • Inundar de luz natural todos os espaços
  • Reduzir a compartimentação dos espaços executando menos paredes
  • Aumentar a fluidez dos espaços e a nobreza de cada zona

Deste modo, a casa organiza-se de acordo com o desenrolar das escadas, gerando espaços com alturas intermédias, permitindo ampliar os espaços e sugerir de modo subtil cada função. A garagem recebe apenas meia escavação, a zona da cozinha, sala de jantar e casa de banho de serviço está ao nível do jardim frontal e a zona da sala de estar está ao nível do jardim do logradouro. Subindo mais um lance de escadas encontramos dois quartos com casa de banho e subindo um pouco mais o quarto principal com closet e casa de banho privativa. A luz inunda os espaços e as zonas sociais comunicam verticalmente ao nível visual. Num certo sentido o processo arrojado de concepção espacial recupera o “Raumplan” de Adolf Loos e adapta-o à contemporaneidade.
O exterior é um volume escultural que reflecte as entradas de luz para cada espaço e procura a privacidade e e as melhores vistas de modo criterioso

A construção da Casa Luminosa

A habitação possui uma estrutura aligeirada  de betão armado e bloco e isolamento térmico pelo exterior no pavimento, cobertura e paredes. A cobertura é em zinco e um lambril de granito amarelo permite a ligação com o pavimento exterior em cubo de granito. Um deck de madeira exterior permite desfrutar do jardim em privacidade.

A Casa Luminosa possui uma elevada eficiência energética uma vez que tira partido de uma corrente de ar ascendente para arrefecimento pelo lanternim e aproveitamento da radiação solar passiva nos meses de inverno.

No interior as madeiras naturais articulam com o mármore uma imagem nobre e reforçam a luminosidade da habitação e o minimalismo das formas.

A Casa Luminosa

Para uma casa ser luminosa, não basta aumentar janelas. Para que a luz inunde os espaços em conforto é preciso saber trabalha-la, recebê-la ora directamente ora de forma indireta, no fundo, transportando-a com cuidado para todos os recantos. E esta dinâmica só pode existir se devidamente conjugada com uma estratégia térmica e cuidado estético com as vistas e a privacidade de quem habita. Só assim pode a luz fazer o seu papel e tornar-se a protagonista deste espaço. No fundo, não esqueçamos nunca que a luz é precisamente o elemento que permite que as formas da casa se revelem aos nossos olhos.