Linguas disponíveis

Habitação Multifamiliar

Habitação Multifamiliar

Projetar um edifício de Habitação Multifamiliar é sempre uma oportunidade de aplicar novos conceitos de habitar. Os nossos arquitetos foram contactados para desenvolver um projeto de habitação multifamiliar inovador e que rentabilizasse o terreno existente com o máximo de eficácia, Ao mesmo tempo, pretendia-se proporcionar conforto e qualidade de vida para todos os que pretendem arrendamento de longa duração. A localização era o centro histórico de Matosinhos e o lote estava enquadrado na Rua Roberto Ivens.

 

Os novos conceitos na Habitação Multifamiliar

Na habitação multifamiliar é importante precaver os imóveis para o arrendamento a jovens ou idosos que possam solicitar a partilha de espaços comuns. Ao mesmo tempo a flexibilidade do arrendamento a vários tipos de inquilinos é também importante para o investidor na medida em que garante agilidade em cenários económicos adversos.

 

Desenhar um Prédio para Arrendamento

O arrendamento de longa duração pode ser um excelente negócio para o proprietário como para o inquilino. E este edifício foi pensado com essa opção. Para tal, foi necessário desenvolver tipologias reduzidas em que o conforto térmico fosse uma prioridade. Do mesmo modo a eficácia térmica máxima permite baixos custos energético. Se juntarmos acabamentos que proporcionem baixa manutenção então teremos as condições ideais para satisfazer inquilinos e proprietários.

Os serviços partilhados

As novas tendências do mercado da habitação devem sempre ser analisadas e incorporadas por todos os arquitetos, engenheiros e investidores. Nesse sentido, também neste edifício adoptamos novos conceitos. Assim, a introdução de um escritório comum com vista para o logradouro é também um espaço onde se pode incorporar a nova filosofia de co-housing ou co-living. Todos os espaços comuns podem incorporar funções ou ser alugados independentemente. Aqui a flexibilidade é o aspeto mais importante e que o arquiteto pode salvaguardar para o proprietário do imovel.

 

A organização do Edifício de Habitação Multifamiliar

No piso 0, ou piso do rés do chão foi colocado o estacionamento e um espaço de utilização comum voltado para o jardim. Lateralmente a entrada no edifício permite dar acesso aos fogos. Os apartamentos são do tipo T1 e distribuem-se por cada um dos dois pisos superiores. Em cada apartamento existe uma cozinha do tipo “kitchnette” aberta para a sala de estar e jantar.
Os quartos possuem roupeiro embutido têm acesso junto à casa de banho do apartamento.
O espaço comum das escadas foi dimensionado para a máxima economia de espaço. Ao mesmo tempo a acessibilidade a pessoas de mobilidade condicionada foi tida em conta, fazendo com que a incorporação de uma plataforma elevatória seja um processo simples de adotar.

 

A estética da arquitetura moderna contemporânea

Neste edifício de habitação procuramos um diálogo subtil com a envolvente histórica. Por um lado era importante recuperar a ideia tradicional da casa e por isso desenhamos os interiores em piso de madeira e cobertura inclinada no último piso. Por outro lado, consideramos fundamental introduzir várias assimetrias na fachada, gerando um dinamismo formal que tenta dialogar com as construções vizinhas. A autenticidade da habitação é um valor importante. Deste modo, dialogando com o passado que o rodeia e envolve, este edifício tem orgulhosamente a estética da arquitetura moderna do século XXI.

 

Casa Minimalista

Casa Minimalista

Os serviços dos arquitetos da Utopia foram contratados para desenhar uma habitação minimal. A casa minimalista situa-se num pequeno terreno do centro da cidade de Matosinhos, na rua de S. Salvador entre um prédio de apartamentos e um edifício de dois pisos. O projeto de arquitetura desta moradia minimal faz a transição entre os dois edifícios.

 

O minimalismo e os arquitetos

Eugénio de Andrade dizia que só a palavra exata servia o poeta. No fundo, também é assim para a arquitetura desde sempre. No século passado Mies Van Der Rohe dizia que menos é mais. Ora o minimalismo é assim a opção de tornar apenas visível o essencial e apagar tudo o que é acessório. Trata-se de dar mais valor aquilo que tem mais importância e menos ao acessório.

 

Menos é mais

Se o minimalismo é destacar o essencial, é importante descrever os aspetos fundamentais da casa. Neste caso o tema essencial do projeto de arquitetura é o respeito pela envolvente, a eficiência energética do edifício, a funcionalidade dos espaços, a facilidade na da manutenção do imóvel o prazer de desfrutar de uma iluminação natural abundante, os espaços exteriores são os necessários, a simplicidade é a opção estética.

 

A Casa Minimal

A casa possui a entrada para a rua ao nível do rés do chão. Do vestíbulo conseguimos aceder diretamente à casa e banho de serviço e à sala com a zona de estar e jantar. Do mesmo hall é possível aceder ao jardim, à cozinha e à escada para os pisos superiores.
A cozinha e a sala são voltadas para o jardim, que possui uma dimensão mínima, mas ideal para uma casa no centro histórico.
A escada é ampla e permite-nos desfrutar do jardim e da luz enquanto subimos. No primeiro piso o corredor é virado a norte e dá acesso aos três quartos virados para o jardim a sul. Um quarto tem casa de banho privativa e os restantes quartos casa de banho comum.
No segundo piso está um estúdio que permite, ler estudar ou trabalhar. Possui acesso ao pátio e terraço da lavandaria. O estúdio é encerrável com painéis acústicos garantindo a privacidade sempre que necessário. Este estúdio possui terraço privativo que comunica com a lavandaria.
As janelas e portas possuem a altura de todo o pé direito, garantindo a simplicidade estética que o minimalismo confere. As janelas para a rua são estreitas
Mais do que reduzir elementos, a habitação minimalista realça a beleza do imprescindível. No fundo, mais do que subtrair, trata-se de sintetizar.

Casa Passiva

Casa Passiva

Os nossos arquitetos foram contratados para desenhar uma casa passiva de acordo com os desenvolvimentos científicos mais recentes e as práticas de projeto mais avançadas. O terreno é urbano e localiza-se na Rua Roberto Ivens em Matosinhos. O projeto de arquitetura foi construído de início a fim com o objetivo de sustentabilidade e baixo consumo energético.

 

O conceito de arquitetura passiva

 

A ideia de casa passiva tem como base o consumo mínimo de energia mantendo o elevado padrão de conforto. No fundo, uma casa passiva é uma casa termicamente confortável sem recorrer a elevado consumo de energia. Por um lado, a casa tem de ser termicamente eficiente, isto é, não perde energia. Por outro lado, a habitação tem de incluir mecanismos eficientes na captação de calor ou frio sem recurso a consumos de energia externos a própria casa.

 

A climatização passiva da casa

Os mecanismos de climatização passiva são todos aqueles que utilizam os recursos próprios do lugar para garantir conforto aos utilizadores da casa. Nesta moradia fizemos uso de:

  • Painéis solares para aquecimento de águas sanitárias. Os painéis permitem a utilização da radiação solar para aquecer um depósito de águas sem consumos de energia elétrica ou gás.
  • Painéis fotovoltaicos que conjugados com a utilização de baterias para armazenamento de energia elétrica permitem a transformação da energia solar em energia elétrica. Esta energia elétrica permite alimentar a climatização da casa através de bomba de calor com piso radiante, a iluminação e os eletrodomésticos existentes.
  • Calculo de Localização das janelas que permite a obtenção de radiação solar no Inverno e o sombreamento no Verão, garantindo uma climatização gratuita.
  • Coluna de ar ascendente, que permite acumular ar quente no inverno e renovar o ar através de ar frio no verão. Para tal, foi necessário pensar no percurso do ar entre o piso de cave, rés-do-chão e primeiro piso.
  • Introdução de Pátio interior, permitindo uma iluminação eficiente e o aproveitamento do efeito de estufa no inverno.
  • Sombreamento exterior através de telas de rolo e registos de ventilação nas janelas permitem um arrefecimento eficiente adicional no verão sem recurso a energia elétrica.
  • Ventilação transversal dos espaços é uma estratégia que assenta na criação de janelas em fachadas opostas permitindo fluxo de ar entre as diferentes diferenças de pressão e assim arrefecer a casa no Verão.

 

A eficiência energética da casa

O aquecimento passivo bem como o arrefecimento passivo só são possíveis se a casa for energeticamente eficiente. Para tal foi necessário um isolamento térmico que ronda os 10cm mesmo num clima temperado. Foi importante não permitir nenhuma ponte térmica e assegurar que mesmo a estrutura possui isolamento térmico. Ao mesmo tempo as janelas com corte térmico tinham de possuir um desempenho elevado acima de classe 3 ( quanto à permeabilidade do ar), bem como vidros duplos incolores de baixa emissividade.
O excesso de energia solar dos painéis solares térmicos é enviado para a piscina.
A sustentabilidade energética é encarada a todos os níveis, mesmo para a comunidade onde se insere esta vivenda. Deste modo, a própria drenagem das pluviais é aproveitada para depósito, garantindo o seu uso posterior para rega do jardim ou abastecimento da piscina.

 

O projeto da casa passiva

O projeto de arquitetura de uma casa passiva é desenhado sempre em ligação com as estratégias de climatização passiva e poupança de energia. A arquitetura nasce em harmonia com a engenharia e a sustentabilidade.
Na fachada para a rua desta vivenda passiva encontra-se a rampa de garagem aberta, permitindo iluminar as casas de banho, a cave e a lavandaria. Pela porta de entrada acedemos ao vestíbulo que liga a casa de banho de serviço, o escritório a sala de estar e jantar e a cozinha em “open space”. Deste piso podemos descer por escada para a cave com garagem e despensa, ou subir para o piso dos quartos. Ainda neste piso recebemos a luz zenital proveniente do pátio interior. No piso superior encontramos um quarto com casa de banho privativa, quarto de vestir e pátio interior. Ainda no piso dos quartos encontramos uma casa de banho comum e dois quartos para crianças.
A cobertura inclinada aumenta o pé-direito do último piso e permite a instalação de painéis solares e a recolha e aproveitamento das águas pluviais.
Um lanternim oferece luz zenital desde o pátio a toda a sala e cozinha. Destes dois espaços acede-se diretamente ao jardim e piscina.

 

O arquiteto e a casa passiva

É a arquiteta ou o arquiteto que tem o papel mais importante na elaboração de um projeto de vivenda passiva. No fundo tudo o que é passivo nasce precisamente da arquitetura e das suas soluções formais. A forma das janelas, a sua localização, a ligação entre espaços, a constituição de paredes e a integração dos equipamentos nos espaços.
Nesta casa passiva a arquitetura surge natural, com soluções contemporâneas e minimalistas, deixando a luz entrar criteriosamente em todos os espaços. No futuro, todas as casas serão assim, amigas do ambiente e energeticamente sustentáveis. Desde o jardim apreciamos as plantas e lembramo-nos todos da realidade: estamos apenas de passagem neste planeta.

 

Loteamento em Gaia

Loteamento em Gaia

O nosso gabinete de arquitetos foi contactado para desenvolver um loteamento em Vila nova de Gaia em que a eficiência, a funcionalidade e a sustentabilidade fossem os atributos principais. A estratégia assentou assim em desenvolver uma solução para os lotes que utilizasse ao máximo as infraestruturas existentes e garantisse lotes com as características necessárias para desenvolver uma arquitetura sustentável.

 

Urbanismo sustentável

Existem várias estratégias que podem ser adotadas para criar uma cidade mais amiga do ambiente. Neste projeto de loteamento nós aplicamos as seguintes:

  • Aproveitar as infraestruturas existentes ( viárias, telecomunicações, rede de abastecimento de água e esgotos, eletricidade e gás)
  •  Reduzir a área de impermeabilização, aumentando áreas permeáveis
  • Permitir lotes que possam albergar estratégias de aquecimento e arrefecimento com energia solar passiva. Lotes de quatro frentes são mais eficazes para este efeito.
  • Evitar a movimentação de terras
  • Arborização intensiva

As características dos vários lotes e os respectivo alvarás de loteamento condicionam assim o desempenho futuro da arquitetura.

 

Loteamento em Vila Nova de Gaia

A estratégia da arquitetura para cada lote incluía não só conceitos de eficiência energética como a máxima funcionalidade. Nesse sentido, a habitação desenvolve-se abraçando um pátio com piscina e vista sobre o jardim. Junto à entrada da rua está a garagem e ligada a esta uma pérgola que nos conduz às entradas. No piso superior estão os quartos com quartos de banho privativo, a cozinha, o W.C. de serviço,  a sala de estar e a sala de jantar. No piso inferior um quarto de visitas, lavandaria e salão de jogos. Algumas funcionalidades como a sala de cinema e pequeno bar posicionam estes lotes num segmento alto.
A cidade só será ambientalmente eficiente se a arquitetura o for também. Nesse sentido, preparar um loteamento ecológico é preparar um urbanismo amigo do ambiente.

Casa Bioclimática

Casa Bioclimática

Foi-nos solicitado o desenho de uma habitação que incorporasse os conceitos da arquitetura bioclimática num contexto rural em Carregal do Sal. Esta casa deveria assim tirar partido das condições climáticas em que se insere de modo a minimizar o consumo de energia e reduzir o impacto no meio ambiente. O trabalho dos arquitetos foi precisamente esse. Tirar partido da natureza em todos os seus sentidos.

 

A Casa na Natureza

Por fora, desenhamos uma casa que se assemelha a um corpo que se estende sobre uma pequena clareira rodeado de árvores. Um corpo que levita sobre o solo. As suas janelas são francas e permitem desfrutar da paisagem e da luz em conforto. A casa tem três pontos de entrada que acedem a caminhos exteriores sobre o prado. Alpendres para a cozinha, sala e quartos permitem desfrutar da Natureza envolvente. As árvores já lá estavam e a casa abraça-as e adapta-se a elas. Com este projeto, a arquitetura torna-se assim natural e a natureza passa a incorporar o desenho.

 

Arquitetura e Engenharia de uma Casa Bioclimática

Tal como toda a poesia tem sintaxe e léxico, também a arquitetura tem a engenharia. As duas são uma só. Ora, esta obra assim o demonstra. Uma casa bioclimatica precisa de uma síntese perfeita entre arquitetura e engenharia. Quando desenhamos uma janela desenhamos um sistema de aquecimento, uma lâmpada e um quadro ao mesmo tempo. Deste modo, quando contornamos uma árvore, salvamos uma espécie mas também encontramos sombra e o consequente arrefecimento. Tudo é interdependente numa casa bioclimática.

 

Construção Sustentável de uma Casa Bioclimática

A arquitetura da casa seguiu escrupulosamente os princípios de desenho bioclimático, inovando inclusivamente com novas soluções de desenho para trabalhos futuros:

  • Em primeiro lugar há que salientar que a implantação da casa salvaguarda as mais importantes árvores existentes. Ao mesmo tempo reduz-se ao mínimo a movimentação de terras no jardim exterior.
  • A casa assenta numa nova massa térmica independente do terreno existente, garantindo a conservação da energia por mais tempo e reduzindo amplitudes térmicas.
  • A cortiça de 8cm 10cm e 12 cm de espessura foi o material escolhido para isolar termicamente todo o perímetro da casa.
  • A cobertura de zinco permite acima de tudo recolher a água da chuva em perfeitas condições. Isto significa que se pode manter putável ou então reutilizável. Deste modo, no caso da rega ou da limpeza a água é armazenada num reservatório.
  • Os vãos abrangem toda a altura do piso, isto é, vão do chão ao teto. Isto permite criar diferenças de pressão que favorecem a renovação de ar de modo perfeito sem recurso a equipamentos elétricos.
  • O interior tem um só piso com pé direito mínimo reduzindo o volume por área e a consequente necessidade de iluminação e climatização.

 

Um edifício Solar Passivo

Estamos em presença de um edifício solar passivo.  No fundo esta casa consegue funcionar de modo autónomo sem consumos energéticos para climatização:

  • A geometria exterior recortada permite aumentar exponencialmente o sombreamento, processo conhecido da biologia que aqui se aplica à arquitectura de modo totalmente inovador.
  • A cor da casa é propositadamente verde. O verde é no fundo a reflexão deste comprimento de onda e a absorção dos restantes. Ora é precisamente no verão que a luz é mais refletida e no Inverno mais absorvida. Também aqui os aquitetos mimetizaram o comportamento das plantas.
  • Os vãos mais abertos encontram-se voltados a sul e devidamente protegidos por alpendres. Os alpendres garantem entrada da radiação solar no Inverno e impedem-na no Verão.
  • O facto dos vãos começarem à altura do chão e terminarem no tecto permitem o arrefecimento passivo através de uma coluna de ar ascendente que permite expulsar o ar quente acumulado junto ao tecto no verão.

 

A casa bioclimática otimizada

A redução de custos de construção é sinónimo de redução de custos ambientais.  A otimização da casa é sempre ecológica na exacta medida em que os recursos são poupados. A planta é assim simples e eficiente. Uma entrada a nascente dá acesso à garagem automóvel. Uma porta a norte permite acesso de visitas aos espaços públicos da casa. Uma rampa de serviço dá acesso ao alpendre da cozinha e lavandaria. Algumas das estratégias utilizadas incluíram:

  • Os armários são colocados junto à fachada de modo a aumentar o isolamento exterior.
  • Redução das paredes ao mínimo indispensável. Priveligia-se as soluções em espaço aberto (“open space”).
  • Só a garagem, lavandaria, quartos e casas de banho possuem portas.  Todos os restantes espaços são fluidos e interconectados: sala de estar e jantar, cozinha, corredor e hall de entrada.
  • Todos os espaços de corredor são aproveitados para colocação de armários na fachada.

 

Os arquitetos e a casa bioclimática

Para os arquitetos desenhar uma casa bioclimática é a oportunidade de retomar uma longa tradição histórica apenas interrompida muito recentemente. Na realidade a História da Arquitetura está recheada de exemplos em que o edifício atua de acordo com o clima otimizando os recursos disponíveis e consumindo o mínimo de energia. Contudo, a recente transformação dos processos construtivos aliada a preços baixos da energia permitiu soluções erradas e gastos de energia absurdos. Urge assim retomar a tradição de eficiência. Para o efeito é preciso compatibilizar as atuais exigências de conforto com os processos construtivos contemporâneos e as melhores praticas ambientais.

Casa Funcional

Esta habitação na Maia é no fundo um exemplo da relação estreita que existe no projecto de arquitectura entre estética e funcionalidade.

A zona urbana e o programa de necessidades

A casa integra-se num lote de moradias geminadas em contexto urbano. Foi solicitado aos arquitetos um projeto de arquitectura funcional com um custo competitivo e uma arquitectura de qualidade. Era importante também trabalhar com a privacidade dos espaços interiores e jardins, as vistas principais mais desafogadas e o conjunto de espaços e usos a implementar na casa.

Forma e função

No piso térreo, o vestíbulo a sala de estar, sala de jantar e cozinha partilham um grande “open space”. As zonas estão definidas mas comunicam entre si. Inclusivamente a escada é aberta para este espaço. Só a casa de banho de serviço e escritório são encerradas. No piso superior as zonas mais privadas dos dois quartos com casa de banho comum e o quarto principal com roupeiro e casa de banho privativa são compartimentados de modo otimizado. Todos os espaços possuem luz natural. No fundo a forma demonstra a função, sem deixar que a função defina a forma.

O conceito da casa funcional

A implantação traduz-se num volume de construção simples que depois é esculpido como se de uma escultura contemporânea se tratasse.

Efectua-se um negativo na forma onde é preciso abrir espaço exterior. Iimplementam-se aberturas para iluminar criteriosamente ou aquecer passivamente os espaços.  Perante a pureza das formas o projecto de arquitectura introduz assim dinâmicas nos volumes associando as janelas a elementos esculturais.

No projecto de arquitectura o todo ganha assim coerência e a estética nasce da autenticidade dos usos e do rigor com que são implementados.  A técnica torna-se assim arquitectura.

Casa em Betão à Vista

O Terreno e o Projeto de Arquitetura

O terreno localizava-se em Almacinha, concelho de Mortágua e possuía uma vista diagonal sobre a paisagem da barragem da Aguieira.  Perante este contexto foi-nos solicitada uma casa em betão à vista com preocupações ambientais gerando máxima eficiência térmica e respeito pela envolvente. O conceito da habitação nasce assim da própria topografia do terreno: um simples gesto escava um pátio de entrada no solo, e a casa abre-se num só rasgo para a paisagem. A cobertura é totalmente vegetal e o betão surge exteriormente nos muros de suporte e paredes.

O betão à vista no exterior e interior da casa

No exterior, o betão à vista é um processo que requer cuidados técnicos superiores mas que simbolicamente nos remete para a ancestral construção “in situ” aproveitando a elevada inércia térmica da terra.

No interior, todo o piso é executado em betão armado atalochado e envernizado. Apenas as paredes são rebocadas e pintadas, sendo que nas casas de banho o microcimento percorre estes espaços. Todas as divisões do interior possuem luz natural através de janelas protegidas pelos alpendres ou luz zenital da cobertura. O betão à vista acaba por ser um processo geológico produzido pelo Homem e o elemento que nos permite modelar a paisagem cuidadosamente.

A organização dos espaços é simples, todas as zonas habitáveis estão voltadas para a paisagem e alpendre. A sala e cozinha estão adjacentes com divisão amovível de portadas. O pátio de entrada inunda de luz o vestíbulo e corredor e recebe cuidadosamente quem acede pela garagem.

O betão e a Arquitetura Paisagística

O betão é simbolicamente o que há de mais próximo de uma rocha. E é precisamente neste contexto que é utilizado, na exacta medida em que nos permite modelar a paisagem, criando desníveis e terraços, mas mantendo as superfícies e pavimentos verdes.

O jardim é por natureza um conceito híbrido e aqui isso é levado ao extremo pelo arquitecto. O exterior é ora geometrizado, ora por vezes deixado em estado natural. Engloba tanto espécies autóctones como outras mais afastadas. A relva funde-se nos “sedum” ou no prado, o jardim mineral transforma-se em vegetal, sendo que um pouco por todo lado as fronteiras se diluem.

O betão à vista na paisagem

Habitar a paisagem com betão à vista acaba por ser um modo simples de descrever o projeto: o interior e exterior confundem-se, o jardim, a paisagem e a arquitetura agora são um elemento único.

Casa Ecológica em Paredes

Fomos contratados para desenhar uma casa bioclimática eficiente em Baltar, Paredes. O terreno onde se deveria localizar a construção nova era extremamente inclinado e possuía uma pequena construção para reabilitar. A estratégia assentou em criar uma casa ecológica que se caracterizasse pela máxima integração na paisagem e uma perfeita eficiência energética. Um enorme carvalho serve de orientação à casa e permite um excelente equilíbrio térmico. Otimizou-se a área da casa ao mínimo para reduzir custos, introduziu-se luz zenital em todos os espaços, aproveitou-se toda a inércia proveniente da massa da terra, utilizou-se uma cobertura vegetal totalmente acessível, e acima de tudo abriu-se toda a casa para a paisagem a sul, devidamente protegida por pala e sombreamento exterior. A energia solar passiva torna-se assim a principal fonte de energia da casa. A poente o alpendre e a escada garantem o acesso automóvel em conforto e a subida à cobertura ajardinada. No interior a sala e a cozinha comunicam diretamente e separam-se flexivelmente através de painéis. A luz natural inunda os espaços e o granito interior. Os quartos e salas abrem-se para a paisagem de vistas extensas. No exterior como no interior, a natureza está sempre próxima. No fundo, para que todos não nos esqueçamos que o grande carvalho já lá estava antes de chegarmos, e assim continuará.

Casas de Luxo em Matosinhos

O desafio era gerar um conjunto de 5 casas de luxo modernas em banda com a mais elevada qualidade arquitectónica e construtiva cuidadosamente implantadas num terreno em Matosinhos junto ao mar. O conceito destas habitações resulta de um desígnio: criar uma habitação em que o espaço e a natureza é em si mesmo um elemento de conforto e requinte. No fundo trata-se de criar relações de amplitude entre as diversas zonas da casa mesmo quando localizadas em pisos diferentes. O jardim de inverno com toda a sua natureza é o elemento aglutinador de todos estes elementos.

Os conceitos que mais trabalhamos e que resumem a proposta são:

– Luxo

– Diferença

– Natureza

– Amplitude

– Leveza

Ao percorrer a casa ou relaxar em qualquer um dos seus espaços interiores ou exteriores perceberemos a importância desta fluidez e a própria leveza das formas.

Moradia Moderna em Gaia

Foi-nos encomendado o desenho de uma moradia moderna de um piso num lote próximo do mar na freguesia da Madalena, Vila Nova de Gaia. A nossa estratégia assentou num implantação que permitisse tirar parido das vistas sobre o mar e ao mesmo tempo garantir a privacidade necessária relativamente a quem está na rua. A casa nasce assim com a forma de um pátio com piscina abraçado por uma construção em “L” que se abre com envidraçados para o horizonte. A garagem surge como volume recuado que se liga com a casa através de uma pala que garante uma ligação confortável e cuidada. Os acabamentos minimalistas em “open space” e as cores claras dos interiores atribuem um ambiente acolhedor que permite apreciar as vistas em conforto. Para os arquitectos da Utopia a funcionalidade é tudo, isto é, é importante conforto térmico, eficiência energética, sustentabilidade, baixa manutenção e percursos simples. Mas a funcionalidade é também permitir apreciar um entardecer sobre o mar ou desfrutar da maresia de uma manhã de verão.

Projecto, 2015