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Casa Passiva

Casa Passiva

Os nossos arquitetos foram contratados para desenhar uma casa passiva de acordo com os desenvolvimentos científicos mais recentes e as práticas de projeto mais avançadas. O terreno é urbano e localiza-se na Rua Roberto Ivens em Matosinhos. O projeto de arquitetura foi construído de início a fim com o objetivo de sustentabilidade e baixo consumo energético.

 

O conceito de arquitetura passiva

 

A ideia de casa passiva tem como base o consumo mínimo de energia mantendo o elevado padrão de conforto. No fundo, uma casa passiva é uma casa termicamente confortável sem recorrer a elevado consumo de energia. Por um lado, a casa tem de ser termicamente eficiente, isto é, não perde energia. Por outro lado, a habitação tem de incluir mecanismos eficientes na captação de calor ou frio sem recurso a consumos de energia externos a própria casa.

 

A climatização passiva da casa

Os mecanismos de climatização passiva são todos aqueles que utilizam os recursos próprios do lugar para garantir conforto aos utilizadores da casa. Nesta moradia fizemos uso de:

  • Painéis solares para aquecimento de águas sanitárias. Os painéis permitem a utilização da radiação solar para aquecer um depósito de águas sem consumos de energia elétrica ou gás.
  • Painéis fotovoltaicos que conjugados com a utilização de baterias para armazenamento de energia elétrica permitem a transformação da energia solar em energia elétrica. Esta energia elétrica permite alimentar a climatização da casa através de bomba de calor com piso radiante, a iluminação e os eletrodomésticos existentes.
  • Calculo de Localização das janelas que permite a obtenção de radiação solar no Inverno e o sombreamento no Verão, garantindo uma climatização gratuita.
  • Coluna de ar ascendente, que permite acumular ar quente no inverno e renovar o ar através de ar frio no verão. Para tal, foi necessário pensar no percurso do ar entre o piso de cave, rés-do-chão e primeiro piso.
  • Introdução de Pátio interior, permitindo uma iluminação eficiente e o aproveitamento do efeito de estufa no inverno.
  • Sombreamento exterior através de telas de rolo e registos de ventilação nas janelas permitem um arrefecimento eficiente adicional no verão sem recurso a energia elétrica.
  • Ventilação transversal dos espaços é uma estratégia que assenta na criação de janelas em fachadas opostas permitindo fluxo de ar entre as diferentes diferenças de pressão e assim arrefecer a casa no Verão.

 

A eficiência energética da casa

O aquecimento passivo bem como o arrefecimento passivo só são possíveis se a casa for energeticamente eficiente. Para tal foi necessário um isolamento térmico que ronda os 10cm mesmo num clima temperado. Foi importante não permitir nenhuma ponte térmica e assegurar que mesmo a estrutura possui isolamento térmico. Ao mesmo tempo as janelas com corte térmico tinham de possuir um desempenho elevado acima de classe 3 ( quanto à permeabilidade do ar), bem como vidros duplos incolores de baixa emissividade.
O excesso de energia solar dos painéis solares térmicos é enviado para a piscina.
A sustentabilidade energética é encarada a todos os níveis, mesmo para a comunidade onde se insere esta vivenda. Deste modo, a própria drenagem das pluviais é aproveitada para depósito, garantindo o seu uso posterior para rega do jardim ou abastecimento da piscina.

 

O projeto da casa passiva

O projeto de arquitetura de uma casa passiva é desenhado sempre em ligação com as estratégias de climatização passiva e poupança de energia. A arquitetura nasce em harmonia com a engenharia e a sustentabilidade.
Na fachada para a rua desta vivenda passiva encontra-se a rampa de garagem aberta, permitindo iluminar as casas de banho, a cave e a lavandaria. Pela porta de entrada acedemos ao vestíbulo que liga a casa de banho de serviço, o escritório a sala de estar e jantar e a cozinha em “open space”. Deste piso podemos descer por escada para a cave com garagem e despensa, ou subir para o piso dos quartos. Ainda neste piso recebemos a luz zenital proveniente do pátio interior. No piso superior encontramos um quarto com casa de banho privativa, quarto de vestir e pátio interior. Ainda no piso dos quartos encontramos uma casa de banho comum e dois quartos para crianças.
A cobertura inclinada aumenta o pé-direito do último piso e permite a instalação de painéis solares e a recolha e aproveitamento das águas pluviais.
Um lanternim oferece luz zenital desde o pátio a toda a sala e cozinha. Destes dois espaços acede-se diretamente ao jardim e piscina.

 

O arquiteto e a casa passiva

É a arquiteta ou o arquiteto que tem o papel mais importante na elaboração de um projeto de vivenda passiva. No fundo tudo o que é passivo nasce precisamente da arquitetura e das suas soluções formais. A forma das janelas, a sua localização, a ligação entre espaços, a constituição de paredes e a integração dos equipamentos nos espaços.
Nesta casa passiva a arquitetura surge natural, com soluções contemporâneas e minimalistas, deixando a luz entrar criteriosamente em todos os espaços. No futuro, todas as casas serão assim, amigas do ambiente e energeticamente sustentáveis. Desde o jardim apreciamos as plantas e lembramo-nos todos da realidade: estamos apenas de passagem neste planeta.

 

Loteamento em Gaia

Loteamento em Gaia

O nosso gabinete de arquitetos foi contactado para desenvolver um loteamento em Vila nova de Gaia em que a eficiência, a funcionalidade e a sustentabilidade fossem os atributos principais. A estratégia assentou assim em desenvolver uma solução para os lotes que utilizasse ao máximo as infraestruturas existentes e garantisse lotes com as características necessárias para desenvolver uma arquitetura sustentável.

 

Urbanismo sustentável

Existem várias estratégias que podem ser adotadas para criar uma cidade mais amiga do ambiente. Neste projeto de loteamento nós aplicamos as seguintes:

  • Aproveitar as infraestruturas existentes ( viárias, telecomunicações, rede de abastecimento de água e esgotos, eletricidade e gás)
  •  Reduzir a área de impermeabilização, aumentando áreas permeáveis
  • Permitir lotes que possam albergar estratégias de aquecimento e arrefecimento com energia solar passiva. Lotes de quatro frentes são mais eficazes para este efeito.
  • Evitar a movimentação de terras
  • Arborização intensiva

As características dos vários lotes e os respectivo alvarás de loteamento condicionam assim o desempenho futuro da arquitetura.

 

Loteamento em Vila Nova de Gaia

A estratégia da arquitetura para cada lote incluía não só conceitos de eficiência energética como a máxima funcionalidade. Nesse sentido, a habitação desenvolve-se abraçando um pátio com piscina e vista sobre o jardim. Junto à entrada da rua está a garagem e ligada a esta uma pérgola que nos conduz às entradas. No piso superior estão os quartos com quartos de banho privativo, a cozinha, o W.C. de serviço,  a sala de estar e a sala de jantar. No piso inferior um quarto de visitas, lavandaria e salão de jogos. Algumas funcionalidades como a sala de cinema e pequeno bar posicionam estes lotes num segmento alto.
A cidade só será ambientalmente eficiente se a arquitetura o for também. Nesse sentido, preparar um loteamento ecológico é preparar um urbanismo amigo do ambiente.

Casa Bioclimática

Casa Bioclimática

Foi-nos solicitado o desenho de uma habitação que incorporasse os conceitos da arquitetura bioclimática num contexto rural em Carregal do Sal. Esta casa deveria assim tirar partido das condições climáticas em que se insere de modo a minimizar o consumo de energia e reduzir o impacto no meio ambiente. O trabalho dos arquitetos foi precisamente esse. Tirar partido da natureza em todos os seus sentidos.

 

A Casa na Natureza

Por fora, desenhamos uma casa que se assemelha a um corpo que se estende sobre uma pequena clareira rodeado de árvores. Um corpo que levita sobre o solo. As suas janelas são francas e permitem desfrutar da paisagem e da luz em conforto. A casa tem três pontos de entrada que acedem a caminhos exteriores sobre o prado. Alpendres para a cozinha, sala e quartos permitem desfrutar da Natureza envolvente. As árvores já lá estavam e a casa abraça-as e adapta-se a elas. Com este projeto, a arquitetura torna-se assim natural e a natureza passa a incorporar o desenho.

 

Arquitetura e Engenharia de uma Casa Bioclimática

Tal como toda a poesia tem sintaxe e léxico, também a arquitetura tem a engenharia. As duas são uma só. Ora, esta obra assim o demonstra. Uma casa bioclimatica precisa de uma síntese perfeita entre arquitetura e engenharia. Quando desenhamos uma janela desenhamos um sistema de aquecimento, uma lâmpada e um quadro ao mesmo tempo. Deste modo, quando contornamos uma árvore, salvamos uma espécie mas também encontramos sombra e o consequente arrefecimento. Tudo é interdependente numa casa bioclimática.

 

Construção Sustentável de uma Casa Bioclimática

A arquitetura da casa seguiu escrupulosamente os princípios de desenho bioclimático, inovando inclusivamente com novas soluções de desenho para trabalhos futuros:

  • Em primeiro lugar há que salientar que a implantação da casa salvaguarda as mais importantes árvores existentes. Ao mesmo tempo reduz-se ao mínimo a movimentação de terras no jardim exterior.
  • A casa assenta numa nova massa térmica independente do terreno existente, garantindo a conservação da energia por mais tempo e reduzindo amplitudes térmicas.
  • A cortiça de 8cm 10cm e 12 cm de espessura foi o material escolhido para isolar termicamente todo o perímetro da casa.
  • A cobertura de zinco permite acima de tudo recolher a água da chuva em perfeitas condições. Isto significa que se pode manter putável ou então reutilizável. Deste modo, no caso da rega ou da limpeza a água é armazenada num reservatório.
  • Os vãos abrangem toda a altura do piso, isto é, vão do chão ao teto. Isto permite criar diferenças de pressão que favorecem a renovação de ar de modo perfeito sem recurso a equipamentos elétricos.
  • O interior tem um só piso com pé direito mínimo reduzindo o volume por área e a consequente necessidade de iluminação e climatização.

 

Um edifício Solar Passivo

Estamos em presença de um edifício solar passivo.  No fundo esta casa consegue funcionar de modo autónomo sem consumos energéticos para climatização:

  • A geometria exterior recortada permite aumentar exponencialmente o sombreamento, processo conhecido da biologia que aqui se aplica à arquitectura de modo totalmente inovador.
  • A cor da casa é propositadamente verde. O verde é no fundo a reflexão deste comprimento de onda e a absorção dos restantes. Ora é precisamente no verão que a luz é mais refletida e no Inverno mais absorvida. Também aqui os aquitetos mimetizaram o comportamento das plantas.
  • Os vãos mais abertos encontram-se voltados a sul e devidamente protegidos por alpendres. Os alpendres garantem entrada da radiação solar no Inverno e impedem-na no Verão.
  • O facto dos vãos começarem à altura do chão e terminarem no tecto permitem o arrefecimento passivo através de uma coluna de ar ascendente que permite expulsar o ar quente acumulado junto ao tecto no verão.

 

A casa bioclimática otimizada

A redução de custos de construção é sinónimo de redução de custos ambientais.  A otimização da casa é sempre ecológica na exacta medida em que os recursos são poupados. A planta é assim simples e eficiente. Uma entrada a nascente dá acesso à garagem automóvel. Uma porta a norte permite acesso de visitas aos espaços públicos da casa. Uma rampa de serviço dá acesso ao alpendre da cozinha e lavandaria. Algumas das estratégias utilizadas incluíram:

  • Os armários são colocados junto à fachada de modo a aumentar o isolamento exterior.
  • Redução das paredes ao mínimo indispensável. Priveligia-se as soluções em espaço aberto (“open space”).
  • Só a garagem, lavandaria, quartos e casas de banho possuem portas.  Todos os restantes espaços são fluidos e interconectados: sala de estar e jantar, cozinha, corredor e hall de entrada.
  • Todos os espaços de corredor são aproveitados para colocação de armários na fachada.

 

Os arquitetos e a casa bioclimática

Para os arquitetos desenhar uma casa bioclimática é a oportunidade de retomar uma longa tradição histórica apenas interrompida muito recentemente. Na realidade a História da Arquitetura está recheada de exemplos em que o edifício atua de acordo com o clima otimizando os recursos disponíveis e consumindo o mínimo de energia. Contudo, a recente transformação dos processos construtivos aliada a preços baixos da energia permitiu soluções erradas e gastos de energia absurdos. Urge assim retomar a tradição de eficiência. Para o efeito é preciso compatibilizar as atuais exigências de conforto com os processos construtivos contemporâneos e as melhores praticas ambientais.

Casa Ecológica em Paredes

Fomos contratados para desenhar uma casa bioclimática eficiente em Baltar, Paredes. O terreno onde se deveria localizar a construção nova era extremamente inclinado e possuía uma pequena construção para reabilitar. A estratégia assentou em criar uma casa ecológica que se caracterizasse pela máxima integração na paisagem e uma perfeita eficiência energética. Um enorme carvalho serve de orientação à casa e permite um excelente equilíbrio térmico. Otimizou-se a área da casa ao mínimo para reduzir custos, introduziu-se luz zenital em todos os espaços, aproveitou-se toda a inércia proveniente da massa da terra, utilizou-se uma cobertura vegetal totalmente acessível, e acima de tudo abriu-se toda a casa para a paisagem a sul, devidamente protegida por pala e sombreamento exterior. A energia solar passiva torna-se assim a principal fonte de energia da casa. A poente o alpendre e a escada garantem o acesso automóvel em conforto e a subida à cobertura ajardinada. No interior a sala e a cozinha comunicam diretamente e separam-se flexivelmente através de painéis. A luz natural inunda os espaços e o granito interior. Os quartos e salas abrem-se para a paisagem de vistas extensas. No exterior como no interior, a natureza está sempre próxima. No fundo, para que todos não nos esqueçamos que o grande carvalho já lá estava antes de chegarmos, e assim continuará.

Parque de arvorismo

Uma impressionante área florestal densa com 5 hectares e uma pendente elevada foi o sítio escolhido para implantar um parque de arvorismo. Novos caminhos pedestres cruzam-se com os caminhos aéreos entre as árvores. Pelo meio espaço para nadar, saborear a comida tradicional e contemplar os animais no seu habitat mais natural. As atividades do turismo futuro são ecológicas e sustentáveis. Que melhor recompensa que uma gargalhada largada por entre as árvores…

Projecto, 2009

Casa Sustentável na Covilhã

A casa destinada a uma família numerosa nasce na zona sobranceira do terreno, impondo-se sobre a paisagem. No interior o pátio protege-a do duro clima das beiras. Para o arquitecto, a sustentabilidade é um objectivo desde o início. Assim, desde o aproveitamento da água das chuvas, até à manipulação da energia solar passiva, passando pelo desenvolvimento de um isolamento térmico excelente, tudo foi considerado no sentido de obter a maior autonomia energética.

Casa Ecológica no Douro

Era importante implantar uma moradia sem destruir a magnífica paisagem do douro. Concebe-se uma casa de campo completamente integrada no socalco existente. No muro rasgam-se as aberturas para desfrutar a paisagem desde os quartos e a sala. A cobertura é totalmente verde. Dois pátios albergam as actividades íntimas do lar. No Douro património mundial, tudo fica como sempre esteve: bem.