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Habitação no Centro Histórico

Habitação no Centro Histórico

Os nossos arquitectos foram contactados para desenhar o projecto de arquitectura e as especialidades de engenharia de um edifício na Rua de Trás, no Porto, em pleno centro histórico. O desafio era reconstruir um prédio de habitação mantendo a traça arquitectónica tradicional na cidade e equipando-o com o mais moderno conforto.

O Centro Histórico do Porto

O Porto transformou-se profundamente nos últimos anos. Os investimentos imobiliários renovaram a cidade e as populações locais passaram a conviver com atividades como o Turismo ou a Restauração. Cabe aos arquitetos saber transformar esta oportunidade num momento de salvaguarda do património arquitectónico e cultural da cidade. A habitação é no fundo o motor da cidade e deve ser valorizada como tal. Foi precisamente isto que pretendemos nesta reabilitação.

A Reabilitação do Habitação no Centro Histórico

A reabilitação da Habitação tradicional pode ser apenas um trabalho de fachada, ou todo um processo construtivo. Foi esta segunda opção que tomamos. Consideramos que o património consrutivo do Porto é passível de ser utilizado nos dias de hoje com os padrões de conforto que necessitamos.

Uma arquitectura sustentável e amiga do ambiente

A Reconstrução com materiais tradicionais é a opção mais sustentável. Em primeiro lugar a reutilização ou reciclagem de materiais é o processo energeticamente mais eficiente. Neste projecto foram reutilizadas as alvenarias de granito e as estruturas e elementos de madeira.

A Habitação Colectiva no Centro Histórico

O centro do Porto tem tipologias de habitação colectiva próprias que resolvemos reutilizar e valorizar. No fundo, colocamos um elevador na caixa de escadas e permitimos que tosos os apartamentos desfrutassem de cozinhas contemporâneas e quartos de banho com o máximo de conforto. Foi também aumentado o isolamento térmico e acústico. Este foi o trabalho dos nossos arquitectos.
No fundo, proteger o património do centro histórico é acima de tudo utilizá-lo.

Casa Loft

Casa Loft

Na Rua Guerra Junqueiro, zona nobre do Porto, os arquitetos da Utopia foram contactados para reconverter um armazém industrial do século XIX que tinha precisamente o potencial para se tornar numa casa com as características de um Loft.

 

O conceito de Loft

O conceito de loft traduz assim a ideia de um espaço de origem industrial que é ocupado enquanto habitação sem a utilização exagerada de divisórias. Consegue-se perceber assim a dimensão máxima do volume da edificação e são comummente utilizados recursos como o mezanino( espaço num piso superior com vista ampla sobre o piso inferior. O pé-direito duplo ou os acabamentos de tipo industrial como o betão à vista ou a pedra de granito pintada são assim comuns. As estruturas metálicas são também utilizadas comummente.

 

A casa Loft no Porto

Na Rua Guerra Junqueiro, zona nobre do Porto, os arquitetos da Utopia foram contactados para reconverter um armazém industrial do século XIX que tinha precisamente o potencial para se tornar num Loft.

 

O Projecto de arquitectura do loft

Uma vez que o lote era muito estreito e comprido tivemos que fazer uso criterioso da iluminação da cobertura de modo a inundarmos de luz todos os espaços. As aberturas na cobertura vão assim perimir a existência de vários pátios que iluminam os espaços sucessivamente. Três pátios de dimensões diferentes permitem que a luz e a natureza percorra o loft.
Um pátio localiza-se no piso 1 e funciona como terraço para este piso. Os outros dois são ajardinados. O maior pátio central ilumina a sala e a cozinha. O mais pequeno ilumina o escritório e lavandaria.

No piso 0 temos a garagem à entrada e lateralmente o corredor de acesso à sala e cozinha. O escritório e a lavandaria encontram-se na zona mais profunda do lote. Existe um mezanino sobre a sala, local de brincadeira das crianças. No piso superior com acesso por escada localizam-se os quartos. O quarto principal tem acesso ao terraço e os quartos das crianças têm janelas para a rua. Os quartos das crianças possuem um mezanino que permite separar a cama da zona de estudo.
Todos os quartos têm casa de banho privativa e uma casa de banho de serviço serve o corredor do piso 0.

 

A reabilitação do armazém industrial

Toda a estrutura foi mantida e restaurada cuidadosamente. Os contrafortes das paredes são mantidos e coloca-se armários entre estes. O piso inferior recebe um pavimento em betão armado que recupera o espírito do local. No piso superior o pavimento em madeira é substituído. Os pátios aproveitam todos os vãos da cobertura existente. as divisórias são reduzidas ao mínimo.

 

Os arquitectos e o loft

Desenhar um loft é para os arquitetos uma oportunidade de aplicar conceitos de habitação mais sofisticados e inovadores. Permite-nos diferenciar os espaços através da luz e escadas e não através de paredes e portas. A vivência que obtemos é também aquela que desejamos para uma família contemporânea. A cozinha não é um local isolado, mas integrado com a vida familiar. O mesmo sucede com o mezanino das brincadeiras e a sala, podendo o primeiro estar presente na sala mas ao mesmo tempo independente. Do mesmo modo a ligação entre a sala de jantar e a sala de estar é feita por um pátio que atua como jardim de inverno. Todas as funções na casa são sugeridas e dinâmicas. Todos os espaços se relacionam entre si e permitem usos diversificados. Deste modo, podemos dizer que o papel do arquiteto é precisamente este de inovar no modo em como vivemos os espaços, fortalecendo ao máximo as interações familiares.
Nesse sentido, a fluidez espacial de um loft é o segredo que permite estas novas formas de habitar o espaço.

Reabilitação de Edifício

Reabilitação de Edifício

A Escolha dos Arquitectos

O antigo Edifício da Junta de Freguesia de Cedofeita no Porto passou a ser administrado pelo Ministério da Administração Interna ( M.A.I.). Esta mesma entidade lançou um concurso público para reabilitação do Edifício tendo nele participado vários ateliers de arquitectura e engenharia. O gabinete Utopia teve a melhor proposta e foi contratado para assim elaborar o projecto de recuperação deste imóvel público.

 

O Edifício Antigo

O antigo edifício foi projectado pelo arquitecto Julio de Brito, autor de edifícios como o Coliseu do Porto e o Teatro Tivoli também na mesma cidade. O edifício resulta de uma arquitectura eclética que conjugava a tradição clássica com a arquitectura moderna. O prédio antigo encontrava-se assim em avançado estado de degradação e necessitava de correcção de patologias graves de natureza estrutural, assim como da substituição de todas as infraestruturas e acabamentos. A degradação era considerável e a intervenção tinha carácter urgente.

 

A Reabilitação

O projecto dos arquitectos da Utopia procura manter toda a concepção arquitectónica do Edifício dos anos 30 do século passado, e adaptá-lo às necessidades contemporâneas. No fundo tratou-se de um trabalho de restauro minucioso e análise técnica cuidada de modo a permitir o uso do imóvel nos tempos actuais. As novas infraestruturas são colocadas em calhas técnicas devidamente integradas na traça do imóvel. Consegue-se assim um equilíbrio entre o novo e o antigo. Ao mesmo tempo, o rigor histórico é respeitado.

 

O Projecto de arquitectura

A reabilitação foi concebida de modo a proporcionar um uso flexível. Actualmente o edifício possui a capacidade de albergar a esquadra de polícia de Cedofeita, possuindo balneários na zona inferior, os serviços públicos no rés do chão e a zona administrativa no piso superior. No logradouro foi colocado estacionamento e zonas técnicas. O imóvel está também preparado para outros usos futuros. O edifício tem neste momento funções operacionais, mas sem custos poderá ser adaptado para funções administrativas. A arquitectura quando tem qualidade pode assim albergar usos múltiplos. Garantir a utilidade presente é a melhor homenagem que podemos fazer ao património histórico.

Adega no Douro

Adega no Douro

A Arquitectura da Adega no Douro

Os nossos arquitectos foram contratados para desenhar a reabilitação e ampliação com construção nova de uma Adega no Douro, mais propriamente em S. João da Pesqueira. Assim, a intervenção apresenta duas vertentes. Por um lado pretende-se reorganizar a adega existente. Por outro pretende-se ampliar todos os aspectos da produção e exploração. A estratégia assentou assim na criação de uma linguagem arquitectónica de conjunto que permite associar a marca Quevedo a um edifício único e emblemático.

O edifício procura recuperar a tradição construtiva do Douro de naves longitudinais que cresceram ao longo do tempo em redor de pátios agrícolas. Deste modo o conjunto edificado consiste numa sequência de volumes de maior ou menor dimensão que geram a percepção de um pequeno aldeamento no Douro. O projecto de arquitectura consegue portanto transformar um edifício de enorme escala num conjuntos de construções devidamente integradas na envolvente.

 

O uso Agro-Industrial

Um edifício agrícola como uma adega possui nos dias de hoje uma forte componente industrial. Neste sentido, torna-se muito importante que o gabinete de arquitectura domine as mais recentes tecnologias de vinificação, depósito de vinhos, engarrafamento, embalamento, logística  e por fim até a actividade turística.

O edifício no piso de rés do chão possui a linha de produção que começa na vinificação, ao seu lado tem os depósitos e de seguida possui o engarrafamento e embalamento, reduzindo-se desta forma todos os cruzamentos prejudiciais à actividade agro industrial. Na zona norte encontram-se os espaços de reunião e provas que acolhem a actividade turística. Nas caves encontram-se os depósitos de vinhos mais antigos e as provas de vinhos ligadas à actividade turística. Existe ainda um percurso em mezzanino sobre toda a actividade industrial onde o turista pode observar todo o processo de produção sem interferir com a segurança e produtividade das instalações.

Os componentes fundamentais da adega foram cuidados ao pormenor:

-Vinificação

Optamos por uma nave que permita máxima flexibilidade e incorporação de tecnologia recente.

-Depósitos

Desenvolvemos o máximo de controlo térmico e de eficiência energética garantindo excelente qualidade para o vinho.

-Engarrafamento

Criamos uma linha em formato ‘U’ garantindo o mínimo de mão de obra e o máximo de eficiência.

-Embalamento

Desenvolvemos um espaçamento de paletes e corredores optimizado de modo a aumentarmos a capacidade de armazenamento.

-Turismo

A actividade turística desenvolve-se em paralelo com a industrial. Mas progride sem interferir com os processos de transformação ou transporte de produtos.

 

Casa na Foz do Douro

A reabilitação

Foi encomendado aos nossos arquitetos o processo de reabilitação e ampliação de uma habitação na zona da Foz do Douro, no Porto. Era necessário reconstruir totalmente a casa de modo a dotar a mesma do máximo conforto térmico e transformar aquilo que era uma casa modesta numa nova edificação onde o charme e a elegância do minimalismo permitem uma resposta eficiente ao programa a instalar.

O projeto de arquitetura

O projeto desta casa na Foz assenta na rentabilização de todos os espaços de modo a ultrapassar a exiguidade das dimensões. A escada assume um papel preponderante permitindo inundar de luz todos os espaços de circulação. Os espaços sociais estão sempre associados de modo fluido, sendo que é sempre permitido a sua separação através de painéis amovíveis que ora unem, ora separam sala, cozinha e escritório. No rés do chão está a sala, cozinha, escritório e casa de banho de serviço. No piso superior o quarto principal com casa de banho e os dois quartos com quarto de banho partilhado. No segundo piso, a sauna e o terraço completam o programa. Todo o volume é aproveitado, o desvão das escadas é uma despensa, o desvão do telhado uma sauna, um nicho um armário de bicicletas, um jardim recebe relva armada e permite estacionar um veículo elétrico, enfim, todos os recursos técnicos que multiplicam os espaços são utilizados.

A casa na Foz

A estratégia de eficiência na distribuição espacial anda também a par com uma vontade de manter o charme da arquitectura tradicional, mas dotá-la ao mesmo tempo de contemporaneidade e de uma modernidade elegante. A luz é assim o instrumento mais útil para o fazer. Nesse sentido todos os espaços possuem iluminação natural e dessa forma ampliar a percepção que temos do espaço. Ao mesmo tempo promover a relação do interior com o exterior verde e logradouro ajardinado é uma prioridade.

Nas zonas urbanas mais densas é sempre um desafio para o arquiteto instalar programas extensos dentro de uma reabilitação cumprindo os enquadramentos urbanísticos e preservando a autenticidade dos bairros. Contudo, a optimização dos espaços com soluções técnicas que reaproveitam todas as zonas a par com um cuidado na relação entre a modernidade e a tradição permitem que no fundo o objectivo seja conseguido: arquitetura de qualidade num contexto urbano qualificado.

 

Casa Eficiente em Paredes

Fomos contratados para reabilitar e reconverter uma moradia em Paredes de modo a torná-la numa casa eficiente do monto de vista ambiental, energético, estético e funcional. A reconversão de edifícios dos anos 80 é uma tarefa complexa que envolve a análise da estrutura e sua alteração de modo a compatibilizar-se com os regulamentos e exigências de conforto atuais. Adicionalmente, é necessário reformular todos os vãos em vidro de modo a tirar partido da energia solar passiva através das respetivas proteções solares exteriores mediante domótica. Do mesmo modo, todas as paredes exteriores e cobertura têm de ser totalmente alteradas de modo a serem termicamente eficientes, e todas as infraestruturas adaptadas para os novos padrões de uma arquitetura ecológica e amiga do ambiente. No interior os espaços foram desenhados para ser amplos e avistar a paisagem desafogada. É criado um mezanino que não só tira partido estético das 3 dimensões como a coluna de ar ascendente é usada do ponto de vista térmico para arrefecer a casa no verão e aquecer no inverno. No piso 0 estão a cozinha, sala de estar e sala de jantar abertas para o exterior. No piso 1 os quartos e na cobertura um “open space”. Por fim, no desvão da cobertura a poesia do espaço chega-nos na forma de uma cabana. No exterior o jardim é em prado e um alpendre acolhe pessoas e automóveis. Por vezes desenhar é apagar, é ser sucinto e usar com eficiência os elementos certos. Nesta casa o exercício foi esse, usar apenas o essencial.

Escola no Porto

O projecto de arquitectura
Recebemos a oportunidade extraordinária de desenhar e licenciar uma escola no Porto. No fundo tratava-se de planear o crescimento de uma creche e infantário e sua ampliação para albergar o 1º ciclo do ensino básico. Do ponto de vista arquitetónico, trata-se de fundir duas casas unifamiliares e ampliar a construção com um novo corpo. Ou seja, fazer a reabilitação de uma parte das construções e contruir de raiz uma outra parte. Obviamente, era também fundamental dar uma coerência ao conjunto constituído por espaços distintos. Havia assim que redesenhar também o jardim e garantir que este estava presente em todos os espaços da escola. Ao mesmo tempo, havia que ter em conta um rigoroso controlo de custos de modo a garantir a sustentabilidade futura do investimento.
O desafio de desenhar para crianças
Este foi possivelmente um dos maiores desafios que tivemos enquanto arquitetos. Mas o maior desafio não vinha das questões técnicas, arquitetónicas, regulamentares ou económicas. O maior desafio vinha do facto de acharmos que tínhamos a obrigação de desenhar para crianças.
Quem educa ou ensina, quem tem filhos ou quem convive habitualmente com crianças sabe que este tema é fundamental e uma tarefa nunca acabada. Então pusemos a questão: como desenhar para crianças? Pensamos então nos desenhos das crianças e na simbologia do conceito de escola ou casa que elas partilham connosco sempre. Na realidade, por mais modernidade que surja, as crianças continuam a desenhar telhados e a pintar árvores e flores ao lado.
Era isso! Tínhamos de desenhar casas! Tínhamos de desenhar um bairro inteiro delas se fosse preciso! Além do mais a escola chama-se: Casa do Cuco!
Uma casa para aprender
No fundo a escola é apenas uma casa onde se aprende. Mas havia que desenhar essa casa como as crianças desenham, de modo simples, elegante e com o traço rigoroso e certeiro. Um traço que por vezes contem até algum minimalismo. Sim, era essa a modernidade que queríamos. E o jardim havia que entrar por todas as salas de aula! Que maravilhoso deveria ser poder aprender debaixo de uma sala de aula que nos lembra um desenho com telhado! E as janelas tinham de ter a altura das crianças e não como sempre acontece a altura gigantesca dos adultos! Esta tinha assim de ser a arquitetura das crianças.
Projecto, 2015

Hostel no Porto

Hostel no Porto

Encomendaram-nos a reabilitação e ampliação de um edifício tradicional do porto e sua reconversão num hostel para turismo urbano orientado para o visitante estrangeiro. O cliente proveniente de voos internacionais é hoje informado e exigente na hora de escolher o alojamento. O projecto dos nossos arquitectos assentou numa estratégia de rentabilização máxima do espaço disponível através da colocação do maior número de unidades de alojamento possíveis. O licenciamento foi aprovado pela Câmara Municipal do Porto enquanto alojamento local. Com o nome comercial de “guest house” o espaço é direcionado para um cliente mais exigente, possuindo um número reduzido de quartos em camarata e uma maioria de espaços com quartos duplos. Um espaço elegante e cómodo nasce assim do confronto entre a modernidade e o património.

Recuperação de Casa Agrícola

Era preciso adaptar aquilo que no passado fora a arquitectura popular portuguesa às necessidades de uma família contemporânea. O local era uma casa de dois pisos, mas era necessário manter toda a linguagem do passado e apetrechar os espaços com as técnicas construtivas actuais que permitem um maior conforto é a nossa resposta. Havia assim uma renovação da realidade. O passado ganha nova vida por entre os campos abandonados da freguesia de Malta, Vila do Conde.

Construído em 2011

Reabilitação da Ordem dos Arquitectos

Havia que implantar em duas casas burguesas do séc. XIX, no Porto, a nova sede da ordem dos arquitectos. A nossa resposta consiste na reabilitação e restauro integral das casas, na construção de um espaço polivalente no subsolo de modo a manter livre de construção aquilo que de mais romântico tem o Porto do século XIX, os seus logradouros verdes. O concurso terminou, mas a reabilitação continua como um objectivo para todo o Porto.

Concurso, 2005