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Moradia Prática

Concebemos esta moradia com o propósito de se tornar um exemplo de como uma habitação pode facilitar o dia-a-dia de uma família. A Moradia Prática é uma casa que reduz a circulação, promove a vida familiar, facilita a limpeza e manutenção e baixa os custos energéticos.

Imagens

Moradia Prática em Ermesinde
Moradia Prática em Ermesinde
Moradia Prática vista desde a rua extremamente inclinada.
Moradia Prática vista desde a rua extremamente inclinada.
Pormenor da varanda dos quartos
Pormenor da varanda dos quartos
Alpendre de entrada da Moradia Prática
Alpendre de entrada da Moradia Prática
Jardim e acesso automóvel da Moradia Prática
Jardim e acesso automóvel da Moradia Prática
Jardim da Moradia prática junto à janela da sala e cozinha
Jardim da Moradia prática junto à janela da sala e cozinha
Entrada com WC e escada
Entrada com WC e escada
Sala de estar e jantar vista desde a escada.
Sala de estar e jantar vista desde a escada.
Escada vista desde a sala de estar.
Escada vista desde a sala de estar.
Cozinha sala de jantar e jardim.
Cozinha sala de jantar e jardim.
Cozinha luminosa e aberta para o jardim.
Cozinha luminosa e aberta para o jardim.
Quarto principal visto desde a casa de banho privativa.
Quarto principal visto desde a casa de banho privativa.

Uma casa pragmática

No atelier Utopia desenvolvemos a arquitetura enquanto processo que responde aos problemas da sociedade e do território. Nesta moradia este pensamento é de novo evidente. Neste sentido, a Casa Prática é no fundo concebida para se enquadrar no local de modo harmonioso e para em paralelo acomodar eficazmente as necessidades de uma família contemporânea.

Acreditamos que a arquitetura é desenvolvida por autores que comandam autonomamente o desenho das formas, mas que essas formas são a oportuna resposta aos problemas da habitação dos dias de hoje, e concebidos para clientes e locais concretos.

O pedido do cliente

O cliente contactou os arquitetos da Utopia pedindo o desenvolvimento do projeto de arquitetura e especialidades para uma moradia que fosse extraordinariamente prática para uma família de quatro pessoas. No fundo, o cliente pretendia um projeto que fosse uma verdadeira “máquina de habitar” da atualidade. Tudo tinha que funcionar bem, mas ao mesmo tempo tinha que ser confortável, uma vez que o prazer é em si próprio uma função. Nós adoramos desafios, e com estas premissas orientamos o desenho do projeto da casa.

A importância da correta integração urbana

O cliente adquiriu um terreno na R. Central da Fonte n.º340, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo. A rua extremamente inclinada colocava dificuldades práticas na organização da entrada automóvel e na entrada pedonal. Adicionalmente, a pendente da rua tornava mais difícil a salvaguarda da privacidade e da harmonia urbana com as casas vizinhas. Por fim, havia que cuidar também da própria acessibilidade por pessoas de mobilidade condicionada num terreno tão ingreme.

Perante este desafio, percebe-se imediatamente a importância de um bom projeto de arquitetura. Só um projeto equilibrado e cuidadoso poderia transformar as dificuldades numa oportunidade de fazer algo melhor, algo especial e original. Pode consultar a localização neste endereço do google maps.

Como a arquitetura pode resolver eficientemente o quotidiano

Um projeto de arquitetura pode contribuir para tornar o nosso quotidiano mais fácil, garantindo que temos mais tempo para aquilo que importa e que desempenhamos as tarefas que pretendemos com eficácia e prazer. Neste sentido, nunca é demais sublinhar a importância de um bom projeto! As suas consequências perduram muito para lá dos primeiros anos e frequentemente abrangem várias gerações e diferentes proprietários.

Com a consciência desta responsabilidade, desenvolvemos um projeto em que a prioridade era precisamente facilitar a vida da família que a habita e usar as decisões de projeto de modo a criar uma estética que nasce desse mesmo modo de habitar. No fundo, desenvolvemos uma estética prática!

O eficácia da Moradia Prática

Este projeto assenta em decisões formais e materiais que geram resultados práticos de eficiência para todos os utilizadores.

A harmonia urbana

Esta moradia possuía uma casa vizinha encostada e estava inserida num bairro de casas com um pequeno afastamento de 2 metros à rua. Todas as casas possuíam um pequeno anexo ou garagem separadamente. Perante este contexto e uma rua extremamente inclinada é muito frequente haver um caos de formas com casas de diferentes cores, alturas e materiais. Nesse contexto, o meio urbano torna-se caótico e as pessoas têm dificuldade em orientar-se e memorizar as formas dos lugares. A experiência de passear em bairros caóticos torna-se desagradável. Ora, foi precisamente este caos que quisemos evitar.

Para promovermos uma melhor forma urbana procuramos em primeiro lugar alinhar a fachada da rua e a fachada do tardoz com o vizinho. O anexo da garagem é também ele alinhado na forma com as construções e muros vizinhos. Uma vez que era impossível alinhar a altura da platibanda, optamos por aproximar a cor ao vizinho produzindo-se assim uma uniformidade cromática.

A criação das formas urbanos faz-se pela arquitetura das casas. Isto significa que a arquitetura deve integrar-se não através da repetição acrítica mas sim através da forma criteriosa. Garante-se assim que o utilizador do meio urbano desfrute de orientação e prazer.

A circulação otimizada

No que diz respeito à localização dos espaços o projeto procura dar resposta às preocupações de funcionamento de uma habitação. Assim, no piso térreo estão localizadas todas as atividades maioritariamente diurnas e comuns à família. Aqui encontramos o vestíbulo de entrada e e wc comum voltados para a fachada da rua. Voltados para o tardoz encontramos a cozinha e sala devidamente dividida entre zona de estar e área de jantar.

No piso superior estão localizados os espaços mais privados de cada elemento da família e nesse sentido são também espaços preferencialmente de uso noturno. Neste piso estão os quartos dos miúdos com vista para a rua e com casa de banho comum bem como o quarto principal com closet e casa de banho privativa.

No edifício anexo localizamos os espaços muito conectados com os acessos ao logradouro ou ao exterior. Neste pequeno edifício está a lavandaria, a área técnica da bomba de calor e a garagem.

Esta organização dos espaços permite reduzir a circulação entre aposentos e garante o conforto acústico de cada elemento da família. Em suma as atividades estão localizadas de modo a se complementarem. A cozinha está adjacente à mesa de jantar, o wc de serviço próximo da entrada o alpendre exterior permite pousar as compras em conforto, os quartos de banho dos quartos estão posicionados no sítio de quem os utiliza efetivamente, a sala de jantar e cozinha junto à esplanada do jardim enfim, tentamos com todo o projeto facilitar a circulação na casa.

Baixa manutenção e menos trabalho doméstico

Para uma moradia ser prática, ela tem obrigatoriamente de possuir uma baixa manutenção. Isso significa que optamos por soluções que não obrigam a grandes tarefas de limpeza ou trabalhos adicionais. Para tal, recorremos a várias estratégias.

Junto à lavandaria criamos um pequeno espaço exterior de secagem de roupa voltado a sul. Localizamos a garagem no limite do lote, o que garantiu ausencia de odores incómodos e sujidade do exterior na casa. O alpendre permite associado ao vetibulo e wc garante limpeza idêntica.

A cozinha e sala com portas para o exterior garante que possamos sacudir uma toalha, um tapete ou desfrutar de um café a contemplar o jardim sobre o deck sem sujar o interior da habitação.

Por fim, preparamos detalhes construtivos como o rodapé embutido e as portas até ao teto permitem reduzir a necessidade de limpeza da casa pois eliminam as superfícies onde se acumula o pó.

O conforto térmico

Todos os quartos têm uma varanda. Garantimos assim que quando acordamos podemos ir ao exterior verificar a temperatura do exterior. Analogamente é possível ventilar todos os espaços e sacudir uma colcha ou tapete sem grande dificuldade, garantindo a qualidade do ar e a respetiva humidade relativa sem recurso a meios mecânicos. Em paralelo estas varandas permitem sombreamento exterior que significa arrefecimento passivo no verão e aquecimento passivo no inverno.

O vestíbulo e a sala têm alpendres que permitem ventilar os espaços do piso zero arrefecendo-os passivamente no verão e aquecendo-os passivamente no inverno.

Uma bomba de calor eficiente permite aquecer e arrefecer os espaços por piso radiante e ventilo-convetores.

A vida social

Concebemos a Moradia Prática também para proporcionar uma vida familiar mais rica. A sala de estar e jantar bem como a cozinha são agregadas num único espaço “open space”. Isto permite tornar o ato de cozinhar um momento de partilha em família e não só uma confecção de alimentos. Adicionalmente várias atividades como as brincadeiras dos filhos ou o estudo acompanhado decorrem facilmente enquanto os pais cozinham.

Um quarto de banho comum para os filhos proporciona também um momento de aprendizagem e partilha entre as crianças.

Por fim, sendo o jardim a continuidade do piso 0 estar no interior ou no exterior torna-se a mesma coisa e estamos sempre acompanhados por alguém quer esteja na sala, na cozinha ou no jardim.

O consumo energético da Casa Prática

A casa gasta sensivelmente 2590 kwh por ano e possui a certificação energética A+. A Moradia Prática foi dimensionada para uma família de 4 pessoas e possui cerca de 230m2 de área de construção.

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