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Arquitetos no Porto

A História da Arquitetura no Porto possui um contexto especial. Este contexto é conhecido mundialmente pelo termo “Escola do Porto”. Assim, existem razões históricas para esta identidade vincada e são muitos os arquitetos que foram sustentando este conceito até aos dias de hoje. Em suma, o atelier de arquitetura Utopia tem orgulho em localizar-se neste contexto cultural e faz questão de reforçar nos projetos esta herança histórica.

O contexto histórico do Porto

O contexto cultural e político do Porto é fundamental para perceber o aparecimento dos arquitetos no Porto. Se recuarmos ao século XIX verificamos que o Porto é o berço das revoluções liberais e da própria monarquia constitucional. Tal facto resulta de vários aspetos:

 

Distanciamento da Capital

Afastado da capital Lisboa, o Porto torna-se mais independente das diretivas do poder central e, como tal, mais disponível para vanguardas artísticas.

Abertura ao Exterior

Fruto da atividade económica da região norte, o Porto é também o local onde os produtos da região são exportados para o exterior. O porto de Leixões em Matosinhos exprime este intercâmbio económico que constantemente trouxe novas ideias políticas, económicas, artísticas, sociais e culturais

Os arquitetos da Escola do Porto

O berço da Utopia é a Escola do Porto pois esta é uma região especial no que à arquitetura diz respeito. O porto é assim famoso pela qualidade dos seus arquitetos pois há razões históricas que o demonstram. Se por um lado o contexto cultural modernista do século XX foi fundamental, por outro a qualidade das escolas, das obras e dos prémios conquistados ao longo do tempo são a prova da sua vitalidade.

Aquilo que se chama hoje a “Escola do Porto” resulta no fundo de características várias, mas que se podem resumir. A “Escola do Porto” é um modo de conceber a arquitetura dando prioridade a várias questões:

Respeito pela envolvente

Em todos os arquitetos há sempre uma vontade de respeitar as tradições locais e a qualidade da paisagem envolvente.

Pragmatismo

Nas arquiteturas produzidas pelos arquitetos do Porto há sempre uma tentativa de otimizar os recursos formais de modo a não serem criados gestos desnecessários. O minimalismo acaba por ser assim natural nos projetos de arquitetura do Porto

Modernismo 

Os arquitetos no porto têm sempre uma abertura à modernidade com critério. Todas as vanguardas artísticas são domesticadas e depois incorporadas nos edifícios. Há geralmente uma renúncia ao ornamento gratuito. A eficiência da construção é também relevante.

Arquitetos do Porto

A importância do respeito pela História da Arquitetura, o rigor do desenho e o estudo da arquitetura popular e da cultura construtiva existente são tudo elementos que caracterizam os arquitetos do Porto. Pois percorrendo várias gerações é perfeitamente possível traçar uma linha de pensamento que una todos estes autores.

 

José Marques da Silva

É arquiteto fundamental no nascimento da Escola do Porto. Enquanto diretor do curso de arquitetura da Escola de Belas artes do Porto, no início do século XX, pratica um ensino assente no rigor do desenho e no estudo dos modelos clássicos. A modernidade é assim acolhida com cautela e pragmatismo, mas sempre que possível introduzida em toda a sua obra. Obras como o Teatro S. João, o Liceu Alexandre Herculano ou a Casa de Serralves mostram bem esta modernidade pragmática.

 

Carlos Ramos

Carlos Ramos possui uma enorme vontade de incorporar modelos contemporâneos e modernos na sua arquitetura. Por este motivo é convidado por Marques da Silva para lecionar na ESBAP. Torna-se diretor da escola nos anos 50 e 60 do século XX. Alguns edifícios como o Palácio dos Correios na Avenida dos Aliados demonstram a forma modernizadora como encarava o projeto de arquitetura.

 

Fernando Távora

É talvez o arquiteto mais importante da Escola do Porto, mas também o mais desconhecido do público em geral. Acaba por ser ele durante a sua longa prática docente que teoriza e organiza todo este modo particular de olhar a arquitetura. Leciona durante mais de 40 anos e desloca-se ao estrangeiro constantemente para divulgar o modo como a região do Porto encara a Arquitetura e a modernidade. Fundou no fundo a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. É autor de obras que são a síntese perfeita entre arquitetura popular e modernidade. Em conclusão, destacam-se obras como a Quinta da Conceição em Matosinhos ou do Mercado de Santa Maria da Feira.

 

Álvaro Siza Vieira

Talvez o mais conhecido do Grande público. Aluno de Távora na ESBAP vai ser responsável por obras públicas de enorme relevância internacional como a Habitação Social na Malagueira em Évora, o Pavilhão de Portugal na EXPO 98 em Lisboa ou o Museu de Serralves no Porto. Desenvolve uma arquitetura de formas puras e hábeis assentes no desenho à mão e na relação com os edifícios envolventes. Recebe um prémio Pritzker (o galardão internacional individual mais relevante para a arquitetura).

 

Eduardo Souto de Moura

Foi colaborador e aluno de Siza Vieira. É talvez o último arquiteto da Escola do Porto a ter acesso a obra pública de dimensão relevante internacionalmente. Este arquiteto é autor de obras como o Metro do Porto ou o Estádio de Braga. Também recebe o prémio Pritzker. Produziu obras de uma simplicidade formal extraordinária. É também o mais minimalista de todos os arquitetos da Escola do Porto.

 

Os arquitetos da Utopia

Bernardo de Chartres escreveu sobre a importância de sermos anões aos ombros de gigantes (em latim: nanos gigantum humeris insidentes) Ora, é precisamente isso que sentem os arquitetos do atelier Utopia. O arquiteto Ricardo Tedim Cruz é formado na FAUP e é colaborador de Souto Moura durante mais de 5 anos. A arquiteta Susana Barros Vilela é formada na FAUP e também aluna de Fernando Távora e Siza Vieira. Em suma, apesar de todas as contingências da atualidade portuense apoiamos a nossa prática nos gigantes do passado, tentando atualizar as suas práticas todos os dias às necessidades dos tempos de hoje.

Nesse sentido, os arquitetos da Utopia estão sempre disponíveis para ouvir o seu desafio. Assim, se precisa de um arquiteto no Porto contacte-nos por mensagem acedendo à nossa localização na página de contactos.

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Perguntas Frequentes sobre os Arquitetos no Porto

Conheça algumas das preguntas que nos são frequentemente colocadas sobre a história do nosso atelier.

Os arquitetos no Porto só trabalham no Porto?

Não. As obras dos arquitetos do Porto estão espalhadas por todo o mundo. No fundo, é toda uma cultura arquitetónica que se espalhou pelo mundo.

Os arquitetos da Escola do Porto estudaram todos na cidade do Porto?

Na sua maioria sim. Mas hoje podemos dizer que surgem vários arquitetos que partilham os mesmos ideais e preocupações da escola do Porto e tiveram formação noutras Universidades como Lisboa, Madrid, Barcelona, Paris, Lausanne, Milão, entre outras.

A Utopia - Arquitectura e Engenharia gosta de ser integrada na Escola do Porto?

É para nós um orgulho fazer todos os dias parte desta herança arquitetónica. Aliás fazemos questão em divulgar também toda a cultura do Porto.